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São só 5!!!!!

Não tem importância nenhuma. São só 5 milhões, o que é que isso interessa?

Estes portugueses são uns pindéricos, uns pelintras, não entendem porque se deve andar bem vestido com armandis e similares, bem calçado com uns "chanatos" que nem a marca conheço nem interessa mas custam para cima de um dinheirão e bem instalado num carrinho com um potente motor de 200 cv. É p'rá imagem carago (carago, não!), é pr'a imagem que isso é que vende.

Então vêm aí os dirigentes de quase todo o mundo em 19 e 20 de Novembro, para a cimeira da Nato, e nós não havemos de apresentar uns blindados anti-motim, último modelo, topo de gama, novinhos? Claro, temos que estrear alguma coisinha!

São só 5 milhões de euritos, uns trocos cá para os tesos. Upss! é pá, a gente andava a dizer que não tínhamos cá disto e agora aparecem uns fulanos da GNR, como se pode ler aqui, a dizer que é duplicação de meios. Mas, a gente nem sabe o que tem??? E não vai ninguém para a rua? São só distraídos, coitados, deixa lá, isto passa.

Gaita! Andamos a exigir contenções, a cortar salários, a aumentar impostos e queremos comprar do que já temos? A bem dizer, em linguagem mais popular, apanham-nos descompostos, com as calcitas nas mãos. Antes isso que com as mãos nos bolsos. Ainda pensavam que estávamos a guardar algum! "Fonha-se"!

DE (Depois de Escrito). Anteriormente dizia-se PS (Post scriptum) mas, nos tempos que correm, boto DE para não pensarem que estou a publicitar algo.

Pois bem. Já depois de ter implantado o post acima encontrei mais uma demonstração de boa gestão. Ora leiam isto . Então o sr. Barroso não pode andar num que já exista? Cento e trinta e quatro mil para estarem ali pasmados esperando que venha alguém em visita? Obrigações protocolares quando há austeridade a sério para uma parte significativa da população?

Eu não escrevo "Fonha-se" outra vez.!!!!!!!Ói, já escrevi!

Calem-se!!!!

Estou farto desta conversa, a atirar com poeira para os olhos do Zé.

Que eu saiba, digo doutro modo, em minha opinião, um orçamento é um plano, um projecto, uma previsão feita de modo auto responsável, ou seja:

Se o Rui faz o orçamento anual para a sua casa não vai pedir ao João para o avalizar. Quando muito pede uma opinião, uma sugestão e depois faz o que lhe parece certo. Mas a responsabilidade do documento é do Rui assim como a sua execução. Até porque o Rui não quer, nem por sombras, que seja o João a mandar na casa dele, Rui.

Portanto, o governo que faça o seu trabalho, apresente o orçamento, e deixe-se de andar a fingir que não o deixam trabalhar. O PSD, se tiver que falar, que fale depois de ver o que vai ser apresentado e deixe de andar a pôr-se em bicos dos pés para mostrar que é importante. Possívelmente, a execução dos PEC's em que "alinhou" já deu para perceber que não lhe fizeram a vontade, para não dizer que foi "santinho". Pois....na verdade os impostos aumentaram e a despesa também...E não era isso que diziam que ia suceder. A despesa iria baixar, era o que se falava, para o Zé entender e comer!

É evidente que temos de olhar para a frente e, por isso, venha o orçamento, pois neste momento nem sequer se pode dissolver a Assembleia.

Mas também temos de olhar para trás e perguntar:

"Quem é que nos levou para esta situação pueril (em minha opinião) de gastar MUITO mais do que aquilo que temos? E nomear os responsáveis!

Sim, neste momento, pelo que leio, Portugal deve ao estrangeiro cerca de 244% (duzentos e quarenta e quatro) do PIB, entre dívidas do Estado e dos Privados. E continuam a existir diferenças sociais abissais.

Vem aí o lobo!!!!!

Pronto, ouve-se repetidamente dizer - Vem aí o lobo, vem aí o lobo. E quem é o lobo? É o FMI!

E que mal fará este lobo ao cidadão comum?

Bom, desde 1974, se não estou errado, já esteve em Portugal por duas vezes. E, que eu saiba, não morreu ninguém por via dessa vinda, nomeadamente aqueles que vivem do seu salário e tratam apenas de fazer uma vida normal, dentro de um conforto mediano, sem excessos irracionais, com sensatez. Recordo que, de uma das vezes, o subsídio de Natal foi pago em certificados do aforro, à época era primeiro ministro Mário Soares. Aliás, sobre esse período já ouvi o mesmo personagem contar que, a meio da noite, terá recebido um telefonema do seu ministro das finanças que lhe comunicou estar preocupado por não haver fundos para fazer pagamentos a realizar no muito curto prazo. A resposta terá sido mais ou menos isto - Ó homem deixe-me dormir! Ámanhã isso resolve-se.

Pois será por este tipo de comportamento que vem aí o lobo. A mim, não me assusta. Garanto que não irei morrer com a sua chegada nem me vai dizer para comprar batatas em vez de arroz, nem para trocar o Porsche por um Ferrari ou o Armani por um fato feito por medida. Porque arroz e batata como conforme me apetece, mas Porsche, Ferraris, Armanis ou fatos por medida não tenho, não quero, não preciso nem considero importante nem necessários.

Sobre a sua chegada também li que o FMI não prevê aterrar na Portela. Felizmente temos mais aeroportos. Podem aterrar no Sá Carneiro, em Beja ou, até, em Figo Maduro, para maior protecção.

Aquilo que o lobo vem fazer é, muito provavelmente, pôr na ordem aqueles que não conseguem tomar conta de um País, do nosso País. Que derreteram e continuam a derreter os dinheiros com obras que não interessam criando dívida acima do razoável, que reduziram a agricultura a uma expressão insuficiente para auto abastecimento, desmantelaram a frota comercial (pesca e cabotagem), criaram universidades privadas que levaram a excedentes de licenciados em áreas desadequadas, impediram o acesso de bons alunos a medicina e agora importam médicos do estrangeiro (com a consequente saída de dinheiro) e recontratam médicos já reformados, privatizaram empresas nacionais estratégicas (Galp, EDP, PT, Águas, etc.) mas mantiveram goldens shares que lhes permite colocar nas administrações pessoal conveniente, alguns dos quais acumulam ou saltitam entre lugares de diversas empresas, incentivaram o consumo excessivo e permitiram, por ineficiente fiscalização, casos como o BPN e o BPP, criaram legislação que retarda por forma excessiva a concretização de processos judiciais factor que entrava o desenvolvimento da economia. Enfim aquilo que nós todos temos visto, lido, ouvido e sentido.

Assim, eu serei levado a perguntar: Mas, afinal, qual o mal da vinda do lobo? Por mim, se vier corrigir alguma coisa, que venha. Não é que eu acredite muito nele porque, basicamente, o que lhe interessa é conseguir garantir que os credores de Portugal possam vir a receber o seu dinheirito das vendas que fizeram, sejam submarinos, sejam pandur, televisões, frigoríficos, telemóveis, carros, computadores, consolas de jogos ou qualquer outra tralha que nós enfiamos em casa e que, muitas vezes, pouco uso lhe damos. Mas é a moda... E, portanto, garantir a estabilidade. A nossa, diz o lobo! A deles, digo eu! Mas que não podemos continuar a gastar como se ainda tivéssemos o ouro que veio da África do Sul por conta dos magaíças, ah isso não.

E, por favor, deixem de gritar. O lobo vai vir mas para o Zé Povinho é igual. Agora, quem tiver de apresentar contas e resultados que se cuide.


FINALMENTE!!!...

Finalmente aconteceu.
Uma decisão para não se gastar dinheiro - foi suspenso o concurso de um troço do TGV.
Terá sido ideia de algum dos nossos governantes ou imposição de quem manda "guito" para cá?
Fico à espera da suspensão da construção do outro troço já adjudicado.
E do aeroporto... E da auto estrada... E da Fundação dos magalhães...E de todas as outras fundações e institutos que servem muito pouco o País.

É um "suponhamos"

E se de repente o Figo ou o Vitor Baía vencessem as eleições para a FPF e convidassem o Queiroz para seleccionador nacional? Claro que o secretário de estado tinha de estar de férias. Ou será que um funcionário não pode ser despedido duas vezes pela mesma entidade patronal?

Em todo o caso o Octávio e afins têm agora o caminho facilitado. Se não somos adeptos do planeamento, da gestão, das ideias e da inovação então só nos resta recorrer à malta dos balneários...trabalho, trabalho, trabalho. Espera lá, o Oliveira já lá esteve não já? hummm, é pá eu tentava o Octávio, ou o Inácio, ou o Cajuda, ou o Alves luvas pretas, ou então malta mais nova...do mesmo género.

O Povo quer é sangue pá, muita dinâmica no vértice superior esquerdo. O Rúben Amorim devia ter jogado a pivot no 4x2x3x1x1, isso sim. Aposto que o Alves luvas pretas não tirava o Hugo Almeida ao minuto 72.

Icon Vadis ao vivo - Outonalidades 2010


15/10/2010 - Águeda (bard'O - Espaço d'Orfeu )
03/12/2010 - Estarreja (Bar CTE - Cine-Teatro de Estarreja)

Os "comentadores"

Mais um exemplo, se ainda fosse necessário, da qualidade e grande competência dos nossos "comentadores" desportivos, principalmente os que estão ligados ao futebol. E eu gosto de futebol.
Não há palavras.
Meu comentário: Voltem Gabriel Alves e Rui Tovar. Estão perdoados. Ao menos a gente ria-se.

No comunicado no site da Associação de Futebol de Aveiro pode ler-se "... o que será objecto de orgulho para todos os Aveirenses... ".

Será mesmo um orgulho para todos os Aveirenses?
Será?

A Associação de Futebol de Aveiro candidatou-se à realização do jogo da Super-Taça "Cândido de Oliveira" tendo tido sucesso nos seus intentos e o jogo disputar-se-á no próximo dia 7 de Agosto no Estádio Municipal de Aveiro.

Acontece que os Aveirenses não terão acesso aos respectivos bilhetes sendo que apenas os clubes envolvidos, S. L. e Benfica e F. C. do Porto, os poderão vender e como será normal nestas coisas os sócios terão prioridade.

E assim temos a fantástica proeza de a Associação de Futebol de AVEIRO garantir um jogo de elite no Estádio MUNICIPAL de AVEIRO, que no seu entender será um orgulho para todos os Aveirenses mas os orgulhosos Aveirenses não podem comprar qualquer bilhete.

É notável.

Vem agora, ao que parece, a Associação de Futebol de Aveiro informar (segundo me disseram numa notícia no Diário de Aveiro) que vai pressionar a Federação Portuguesa de Futebol para que os Aveirenses possam assistir ao jogo... agora?
Então não seria normal que um jogo disputado em Aveiro, no estádio Municipal da cidade, os Aveirenses tivessem também acesso à compra dos bilhetes desde o primeiro minuto?

Notável.

HISTÓRICO

Atenção pessoal, dia 11 de Outubro vai começar o julgamento de Oliveira e Costa.

http://www.ionline.pt/conteudo/68829-oliveira-costa-comecara-ser-julgado-11-outubro

Já? Mas qual é a pressa???? O Madoff já foi condenado e preso há um rôr de tempo porque os americanos são uns apressados. Deixem lá este andar a passear.

Futebol - Perspectivas

Ainda a propósito do post anterior.
Caso 1- A Argentina, uma das grandes favoritas a vencer este Mundial e talvez a melhor selecção em valor individual dos jogadores, foi eliminada dos quartos de final. E logo por 4-0 !!!.
Reacção dos argentinos: Foram receber a equipa ao aeroporto e .... aplaudiram, abraçaram, festejaram e agradeceram a todos os elementos da equipa (jogadores, treinadores, directores, equipa médica, etc) pelo esforço que fizeram na representação do seu país. E quanto ao Treinador? Pediram-lhe para continuar no cargo o tempo que quisesse.
Caso 2- Também nos quartos de final a Espanha, equipa que joga normalmente com dois avançados (Villa e Fernando Torres - dois dos melhores do mundo) estava empatada 0-0 com o Paraguai. E o que faz o treinador? Entra mais um avançado, claro, dizem os nossos "especialistas" de futebol. Não, não, tira um dos melhores avançados do mundo e entra .... um médio.Um escândalo.Resultado: Espanha ganhou 1-0.
Reacção dos comentadores televisivos portugueses: Antes do golo - "Os jogadores do meio-campo espanhol parece que se andam a atropelar uns aos outros"; Depois do golo - "A maior posse de bola dos espanhóis permitiu-lhes ter mais tempo para organizar o jogo e criar situações de golo com maior frequência". Hããã, digo eu.E se um treinador português fizesse o mesmo? Pergunto eu.
Reacção de um comentador espanhol (por acaso era o Camacho, que chegou a ser falado para treinar a selecção espanhola): Festejou "aos berros" o golo espanhol, de tal forma que até apareceu no YouTube a sua comemoração. Pergunto eu: O Oliveira teria a mesma reacção? Ouviram algum "especialista de futebol português aos berros a festejar os golos da nossa selecção? Eu não.
Perspectivas.

E se por acaso tivessemos sido eliminados do Mundial com um golo irregular?
E se por acaso a Espanha fosse a actual campeã da Europa?
E se por acaso fossemos actualmente (leia-se desde há uns meses)uma das melhores equipas do mundo a defender? E que quem não sofre, não perde.
E se tivessemos um treinador que prepara e estuda os adversários de forma exemplar?
E se o melhor defesa direito do mundo fosse português e estivesse lesionado?
E se por acaso a nossa selecção tivesse sofrido 1 golo apenas depois de ter jogado com o Brasil, Espanha, Costa do Marfim e Coreia?
E se por acaso neste momento houvesse um projecto desportivo de medio e longo prazo onde estão identificadas as necessidades portuguesas e a ser implementados planos de acção para desenvolvimento do futebol (individual e colectivamente)?
E se o jornalistas fossem os principais culpados na criação de equívocos e no desgaste da coesão colectiva do grupo?
E se a maioria dos jornalistas não tivesse qualquer formação técnica desportiva ligada ao futebol?
E se Queiroz fosse humano e tivesse pecados?
E se os jogadores que se portam mal fossem encostados? E que afinal de contas o treinador até é rigoroso nas regras? Depois ai e tal ..mau ambiente..."pois" dizia a minha tia que gostava de dizer coisas.


Meus caros amigos todas estas perguntas têm uma resposta: VERDADE. Bom, admito que a última tenha tido uma excepção...Queiroz deveria ter tido coragem para tirar Cristianao do jogo. Não tenho dúvida que o nosso futuro ex-capitão vai ter de por o super-ego no bolso e de pedir desculpa...caso contrário será encostado. Disponho-me a apostar.

Se isto é tudo verdade, se calhar o Queiroz é um grande treinador e provavelmente demasiado bom para os Portugueses e para a nossa Selecção. Tem o "pé frio"? ok, concordo...diria até muito galo, mas...acredito que no próximo Europeu vai calar muita gente. É preciso tempo. Mais, deixará um conjunto de jogadores prontos para enfrentar os desafios vindouros.

Agora façam-me um favor não o comparem com o divertido operacional Scolari e não dêem tempo de antena aos broeiros...aqueles mesmos que após o 7-0 com a Coreia afirmavam que seríamos campeões do mundo. Portugal no seu melhor.

The Game of Their Lives 08/08

The Game of Their Lives 07/08

The Game of Their Lives 06/08

The Game of Their Lives 05/08

The Game of Their Lives 04/08

The Game of Their Lives 03/08

The Game of Their Lives 02/08

The Game of Their Lives 01/08

Intervalo, na viagem


















Eu solicito este desconto de tempo na viagem apenas para pedir que alguém me explique o que é contratar um Professor a tempo parcial de 0%. Dá as aulas nos 0%? E consegue?


7º dia, 8.Abril, quinta-feira

O “chefe”, entenda-se o Rui Guarda, elemento fulcral na organização desta expedição, marcou o pequeno-almoço para mais tarde, oito e meia da manhã. Além de podermos descansar mais um pouco que nos dias anteriores, tivemos algum tempo para ocupar o nosso T1, com uma salinha tipicamente marroquina, sofás ao nível do chão e decoração em cores muito garridas, e para sacudir ténis, sacos de bagagem e demais tralha, toda conspurcada com o fino pó clandestino, no avantajado terraço individual, com uma vista surreal para o deserto.

Depois do habitual exercício de carregamento de todos os haveres, partimos para o centro da cidade de Zagora, a cerca de 40 quilómetros, para efectuar a manutenção dos jipes numa oficina com um historial interessante, a crer nas fotografias e autocolantes que forravam as paredes, adquirido quando o Dakar se realizava por estas bandas. Até na oficina, a uma temperatura de 32 graus, nos ofereceram chá quente, sempre num bule de metal e servido em copos de vidro, num cantinho miserável, mas onde nos podíamos sentar e resguardar do sol e do calor.

Um grupo de crianças aproximou-se e algumas foram tecendo figurinhas, como camelos, entrelaçando tiras de folha de palmeira, para nos oferecerem, “un cadeau”, e nós retribuimos com dirhans ou doces.

Foram executados, em tempo recorde, comprovando o profissionalismo dos mecânicos marroquinos envolvidos, e a baixo custo, trabalhos como o ajuste da pressão dos pneus e mudanças do filtro de ar, dos foles de transmissão e do pneu rebentado no dia anterior, além da colocação de amortecedores novos levados de Portugal.

Enquanto a operação decorria, alguns dos aventureiros foram passear pela cidade e fazer compras ou, simplesmente, sentar-se nas esplanadas mais próximas para tomar uma bebida fresca ou um café e observar o quotidiano dos transeuntes.

Como a manutenção dos jipes ocupou toda a manhã, assim que terminou iniciámos a jornada de 180 quilómetros até Ait-Benhaddou, onde era fundamental chegar de dia para ver a cidade antiga, classificada como património mundial pela Unesco em 1987. Pelo caminho, em estrada asfaltada com muitas curvas e contracurvas, os vales verdes alternavam com as ocres serras estéreis. Atravessámos a cidade de Quarzazate onde se situam o Musée du Cinema e os “CLA Studios” envolvidos em filmes rodados em Marrocos, como “Lawrence da Arábia”, “Gladiador”, “Cleópatra”, “A Múmia”, “Alexandre, o Grande” ou “Babel”. A temperatura atingiu os 35 graus.

Chegámos ao “Complexe Touristique Le Kasbah”, onde iríamos pernoitar, e optámos por um ligeiro almoço volante junto ao hotel, eram dezassete horas, para logo nos embrenharmos na cidade antiga. Ait-Benhaddou é uma cidade fortificada, ou ksar, na antiga rota de caravanas entre o Saara e Marraquexe, e situa-se numa colina à beira do rio Quarzazate. A cidade é constituída por muralhas ou fortalezas, kasbahs, que fazem corpo com as casas, cuja razão histórica se relacionava com a necessidade de protecção contra os ataques dos nómadas. A maioria dos habitantes da cidade vive agora numa aldeia mais moderna, no outro lado do rio, onde se situa o hotel. Este ksar serviu de cenário para a maior parte dos filmes famosos já referidos.

Percorremos uma rua com comércio tradicional, nas imediações do hotel, que desce até ao rio. O nível de água era baixo e a passagem foi feita caminhando sobre sacos cheios de pedra, harmoniosamente distribuídos, mas quem desejasse podia arregaçar as calças e cruzar o rio a pé. Depois de pagar um bilhete de 10 dirhans por pessoa (1 euro), entrámos no velho povoado onde ainda habitam algumas famílias, que vivem basicamente do turismo. Os edifícios, alguns restaurados outros ainda em ruínas, são construídos com tijolos de barro, têm vários andares e as torres são invariavelmente decoradas com motivos geométricos. A construção é labiríntica, com caminhos ascendentes/descendentes e escadas por todos os lados, becos, zonas obscuras e divisões interiores, alguns estábulos, ainda com animais, e muitas varandas e terraços que servem de miradouros. Meia dúzia de casas estão transformadas em pequeníssimos espaços comerciais e de restauração, muito rudimentares. Em dois ou três locais há artistas a pintar e vender aguarelas de pigmentos naturais, nomeadamente, índigo para o azul, açafrão para o amarelo e chá com açúcar, que é queimado depois de pintado, passando uma chama por baixo do papel, para tomar a cor castanha.

Fomos subindo e explorando a cidade e, quando chegámos ao topo do monte, a paisagem desenrolava-se por 360 graus, deserto até ao horizonte, com relevo marcado por sucessivas elevações e, a ladear o rio e serpenteando com ele, duas margens verdejantes a descontinuar a cromática predominante. Apetecia ficar ali, num tempo perdido, a contemplar aquela obra-prima da natureza.

Tivemos a oportunidade de assistir a um apontamento musical, por parte de um grupo acompanhado por instrumentos tradicionais, e ao ritual de comemoração do nascimento de uma criança, de uma das famílias que teimam em não abandonar este pequeno tesouro. As mulheres da família, vindas de várias partes do país, encontravam-se reunidas numa sala de uma das casas habitadas, onde se apresentavam alguns doces tradicionais, e entoavam cânticos ao sabor da precursão. As mulheres do nosso grupo puderam participar nesta festividade, o que vem comprovar, uma vez mais, a simpática receptividade e hospitalidade do povo berbere.

De regresso ao hotel, ocupámos os nossos quartos. Mobiliário e portas estavam decorados com pintura artística, predominando o vermelho, que aparecia também no tecto. Ao jantar comemos sopa de legumes, omeleta com tomate e tajine de vaca, muito semelhante à nossa jardineira, em pequenas mesas redondas que nos davam pelo joelho.



6º dia, 7.Abril.2010, quarta-feira


Depois de um farto pequeno-almoço onde não faltaram o pão marroquino e os crepes, que se podiam acompanhar com manteiga, azeite, compotas ou mel, e o leite fresco, o bom café e o docinho sumo de laranja natural, sem esquecer as sempre presentes azeitonas bem temperadas, carregámos os jipes com a bagagem, os elementos da organização despediram-se dos anfitriões e partimos para Zagora, a sul, a cerca de trezentos quilómetros, mais do dobro dos quilómetros efectuados no dia anterior.

Em Taouz, terra natal do nosso simpático guia Ali, tivemos de inverter a marcha porque a estrada planeada estava cortada. Dirigimo-nos para as pistas do Rally Paris-Dakar, no sentido de Tagounite. Começámos com uma pista em terra batida quase plana e, muitos quilómetros depois, passámos para uma zona com muita areia e propensa a ficar-se atolado. Bastava parar a marcha em terreno que parecia mais consistente e os jipes afundavam, pelo que todos acabaram por se enterrar. O caos instalou-se, cada um a tentar emergir do vasto mar de areia, na maior desorganização de veículos e a uma temperatura superior a 40 graus. Foi urgente conjugar as energias de todos e ajudar a sair, um a um, cada jipe, cavando com as pás de emergência, recorrendo às calhas metálicas e empurrando, a começar pelos jipes que estavam no meio do caminho, e procurar uma pista alternativa entre as dunas, uma vez que, mais à frente, as condições eram ainda piores. Alguns jipes, dada a orientação em que se enterraram, contrária ao percurso alternativo, percorreram dezenas de metros em marcha à retaguarda, exigindo grande destreza na manobra.

O esforço deste episódio obrigou à ingestão de grande quantidade de água, para ninguém ficar desidratado. O curioso neste clima é que, apesar do forte calor, quase não se transpira porque o ar é muito seco e não nos sentimos tão incomodados como com as temperaturas mais quentes do nosso país, nada escorre pelo corpo e a roupa não cola.

A pista improvisada passou a incluir curtas zonas de areia, percorridas pelos jipes com mestria, e zonas com alguma pedra, onde parávamos para aguardar pela nossa vez de fazer o próximo troço de areia, com o caminho totalmente livre e em segurança.

Seguiu-se, durante dezenas de quilómetros, uma pista árida, bastante dura e plana, avistando-se alguns montes ao longe, ao longo da fronteira com a Argélia, continuando a rumar para sul. Alguns dromedários caminhavam livres e o cenário de deserto estava montado. Alinhámos os jipes para uma fotografia em cima de um lago salgado seco, onde o solo estava visivelmente branco e rachado. No meio de tanta adversidade, cruzámo-nos inesperadamente com atletas em plena maratona do deserto, com botas especiais até ao joelho, muitas garrafas de água ao redor da cintura, uns em marcha rápida ou caminhando apoiados em bastões, outros descansando à sombra de um dos poucos arbustos existentes.

No posto fronteiriço em Hi-Remlia comprámos pão e oferecemos algumas t-shirts e doces às crianças. Em menos de nada, um grupo de berberes montou um pequeno mercado de recordações só para nós e lá se gastaram alguns Dirhans ou DH, a moeda marroquina (um euro equivale a dez dirhans). À saída, atravessámos mais um problemático troço de areia. Os rodados deixados pelos da frente eram tão fundos que os jipes mais baixos roçavam na areia e ficavam presos. Alguns jipes foram protagonistas de saltos espectaculares ao galgar tufos de arbustos e pequenas dunas, com destaque para o leve Suzuki Jimny. O pó envolvente parecia pó talco, os pés desapareciam no chão e a nuvem inundava tudo à nossa volta.

Almoçamos mais à frente, cerca das dezasseis horas, quando foi possível encontrar uma das pouquíssimas árvores, em muitos quilómetros. Mesmo à sombra, estava muito calor e a temperatura neste dia chegou a atingir os 45 graus.

Entretanto, a pista programada desapareceu e foi necessário orientarmo-nos por GPS. Andámos várias dezenas de quilómetros, literalmente a abrir pista em terras africanas, entre muitas pedras e muito pó, contornando algumas elevações. Alguns recorreram ao compressor de serviço para encher os pneus que haviam sido aliviados nos percursos de areia. As magníficas imagens das caravanas de veículos todo-o-terreno, alinhados ou em formação, deixando um rasto de pó no ar, em terreno inóspito do deserto, estavam agora à frente dos nossos olhos. Era necessário avançar com prudência e manter uma distância considerável do carro da frente por causa do pó que ficava suspenso. A coluna estendeu-se como nunca, num efeito de harmónio, até se deixar de visionar o veículo imediatamente à frente. Como não havia pista, a certa altura os elementos da frente descolaram do fim da coluna, que ficou sem referências, e foram precisas orientações via rádio e sinais de luzes para o grupo se conseguir reunir de novo.

A noite parecia que chegava mais cedo e, em boa hora, encontrámos a pista pretendida. Sem qualquer luz exterior, a não ser as dos nossos faróis, apenas se viam as luzes vermelhas do carro da frente, as pedras a ladear-nos e as estrelas no céu. Um pneu traseiro rebentou no Patrol. A frente da coluna, que já havia chegado ao próximo posto fronteiriço, ficou por lá a aguardar e os dois últimos jipes, o Terrano e o Toyota, juntaram-se ao Patrol para ajudar o Antas Teles a mudar o pneu, mais precisamente o Romeu e o Marino, à luz de pequenas lanternas, com o auxílio de um macaco e tábuas. Aproveitou-se ainda para encher os pneus e evitar novo dissabor naquele piso tão empedrado. Para ajudar a esquecer este incidente, os militares do posto fronteiriço, pequeno casebre de adobe e dois ferros ligados por uma corrente a barrar a pista, no meio do nada, serviram-nos chá quente, num tabuleiro colocado no chão com um bule e três copos, na escuridão e silêncio do deserto, no meio do pó e das pedras da pista. Os desgraçados ali ficam durante três longos meses até serem revezados por outros e nós proporcionámos-lhes alguma animação naquele fim de dia, quebrando um pouco a monotonia em que sobrevivem.

Apanhámos a estrada de Tagounite para Zagora e ficámos no Hotel Kasbah Saharasky onde, depois de nos acomodarmos e do banho, acabámos de jantar já passava da meia-noite.

O cansaço começava a chegar ao sétimo dia, porventura o dia mais duro, os atribulados troços na areia, a imensidão e desertificação da paisagem, o pó que cobria tudo dentro e fora dos jipes, a agressividade da pedra na pista, a etapa que nunca mais terminava e, por fim, a escuridão total. Contudo, não esquecendo o dia marcante em que dormimos no Erg e andámos de dromedário, este deve ter sido o dia mais carismático da expedição.


É, sem sombra de dúvidas, um grande treinador, provavelmente o melhor da actualidade, face aos excelentes resultados que tem conseguido com as suas equipas.
Mas aprendamos a ter a boca pequena! E, após este interlúdio, siga a viagem que eu estou a gostar...


5º dia, 6.Abril.2010, terça-feira

A alvorada foi às cinco horas da manhã para subir a grande duna e ver o nascer do sol. Só alguns subiram, dada a exigência da façanha, mesmo exaustos de uma noite mal dormida. A subida foi feita pela crista da duna e por etapas, para ser um pouco mais fácil. Os pés enterravam-se na areia e deslizávamos constantemente para baixo. O vento matinal era tão forte que quase nos fazia tombar para o outro lado da duna. A maior superfície do pé calçado permitia que não nos enterrássemos tanto, embora impedisse o agradável contacto directo com a areia. Sentados, a areia que deslizava à superfície com o vento entranhava-se por todo o corpo. Lá em cima a vista era empolgante, 360º de dunas e o nosso minúsculo acampamento lá em baixo. A neblina roubou-nos o ritual de ver nascer o esplendoroso sol africano, mas descer foi uma curta e viciante experiência, cheia de adrenalina, cinética e gravidade, quase apetecia voltar a subir de novo só para repetir os passos de gigante encosta abaixo.

Antes do pequeno-almoço na tenda berbere, pudemos assistir ao preparar dos dromedários, que passaram parte do tempo a ruminar, sentados sobre as patas. Bebemos café com leite de camelo e sumo de laranja e comemos pão com manteiga de camelo e compotas. Subimos para os dromedários e regressámos, enfrentando mais hora e meia de viagem pelas dunas, algo tortuosa para as costas de alguns e, particularmente, para a maioria dos homens...

Libertámos os jipes da nossa bagagem, que deixámos no Auberge du Sud, e partimos para os trilhos que contornam toda a extensão do Erg, apresentando-se este pela nossa direita. No Terrano foi necessário desmontar os faróis de longo alcance, completamente soltos pela trepidação. Estávamos em pleno Sahara, zonas de areia alternavam com zonas de pedra. A areia foi o palco de um interessante bailado levado a cabo por todos os jipes e o Discovery do Xarim foi o protagonista do primeiro “atascanço”.

Chegámos a Khamlía, localidade onde vive o Povo Blue ou Azul (nome com raízes no seu tom escuro de pele), originário do Mali, onde fomos recebidos com chá e amendoins e uma actuação de danças e cantares pelo grupo “Pigeons du Sable”, que envergava as tradicionais túnicas e turbantes brancos e utilizava instrumentos musicais artesanais. No final da apresentação fomos convidados a dançar com eles. Visitámos ainda a escola das crianças e estas apresentaram-nos o seu animal de estimação, preso por uma trela, a raposa do deserto (fennec), de focinho pontiagudo e pêlo muito macio, cor de caramelo, uma espécie protegida exclusiva da zona desértica norte-africana, de comercialização proibida.

Foi na associação deste povo que deixámos a primeira volumosa dádiva de bens, que incluía lápis, canetas, cadernos e roupa. Também demos alguns doces às crianças, mas logo aprendemos que as ofertas tinham de ser entregues aos adultos, porque as conseguiam distribuir de forma mais ordeira. Qualquer coisa que déssemos a estas crianças, daquelas coisas que já deixam as nossas entediadas, uma caneta, uma bola, um biscoito, era disputada com fulgor e traduzia-se numa invulgar felicidade para as crianças e num sentimento de missão cumprida para nós, colorindo um pouco a nossa alma.

No percurso para Rissani, estrada de alcatrão, o Defender do Alvarinhas teve um furo. Logo foram congregados esforços e rapidamente estávamos novamente em andamento. O grupo manteve-se sempre unido e solidário. O que quer que acontecesse com um elemento, afectava todos e a solução era encontrada na sinergia gerada.

Almoçámos na Maison Toureg, armazém com uma panóplia de produtos marroquinos, monopólio de uma única família berbere, uma espécie de pizza com três camadas, recheada de borrego, bem temperado com especiarias, e vegetais e acompanhada com chá preto. Fomos brindados com uma apresentação dos diversos tipos de tapetes marroquinos e respectiva história e uma visita aos armazéns. Comprámos algumas lembranças, mas os preços iniciais e, mesmo, os finais, não foram nada convidativos, especialmente os dos tapetes.

Atravessámos a cidade de Rissani e regressámos ao Auberge du Sud, onde tomámos o tão desejado banho passados dois dias. Alguns foram com os jipes para as dunas e, quando regressaram, não dispensaram uns mergulhos e muita palhaçada saudável na bem enquadrada piscina, já a noite havia caído.

O jantar foi agridoce, além de várias carnes, muitos vegetais, inclusive favas cozidas temperadas, e ameixas e figos. A conversa, como sempre, foi muito boa e a noite reparadora, numa cama grande e macia, num quarto fabuloso, a lembrar as “mil e uma noites”, com mobiliário portentoso em alvenaria.


Amanhecer no deserto


Uma simples bolacha


Actuação do Povo Azul (Blue)originário do Mali, Khamlia


Uma aula na École Mixte, Khamlia, onde foram deixados bens


Dormida no Auberge du Sud


Dunas do Erg Chebbi

4º dia, 5.Abril.2010, segunda-feira

Voltámos à última parte do percurso do dia anterior para ver as Gargantas do Dadès, porque quando por lá passámos era já noite cerrada. Não faltaram as fotografias aos hercúleos jipes e ao destemido grupo de aventureiros. A passagem do rio entre as colossais paredes escarpadas de pedra é tão estreita que só resta o espaço suficiente para o curso de água e uma estreita estrada. Parámos ainda no ponto mais alto da montanha para ver a estrada sinuosa descendente, o rio lá em baixo e, muito ao fundo, o hotel onde ficámos, encaixado na parte final da garganta.

Todos precisavam de pôr combustível e, nas bombas das localidades próximas, o gasóleo estava esgotado. Só o Susuki Jimny, a gasolina, ficou saciado. Depois da transferência de algum gasóleo para o Defender do Samuel, mantivemos a rota para o Erg Chebbi, a 310 quilómetros, na expectativa de que mais à frente todos poderíamos atestar, e assim foi, em Tinerhir. Fizemos um pequeno desvio no percurso para ver também as Gargantas do Todra. As obras na estrada e na edificação de equipamentos turísticos proliferavam, assim como as barraquinhas de vendas. Numa das gigantes paredes verticais destas gargantas, alguns corajosos faziam escalada. Na viagem para retomar a rota para o Erg, um jipe Toyota marroquino, em alta velocidade e numa condução completamente inconsciente, partiu o espelho retrovisor do Defender do Alvarinhas. O acesso às gargantas é estreito e é feito por uma tirinha de alcatrão, esfarelada nas bermas, que os marroquinos nunca abandonam, ladeada por uma parede de pedra e o rio ou por um precipício e construções.

Apanhámos a estrada para Ar-Rachidia, a cidade onde mora o nosso guia Ali, que abandonámos depois para atalhar por Erfoud, em direcção ao Erg Chebbi. Poucos montes, muitas planícies áridas e, de quando em quando, uma vasta zona de palmeiras e uma aldeia. A rodovia parecia uma recta sem fim. Parámos a meio caminho para almoçar, quando foi possível encontrar uma sumária sombra, desta vez sem nos acomodarmos devidamente para não falharmos as dezasseis horas, hora a que íamos ter a fantástica experiência de viajar de camelo. Não corria uma aragem e a temperatura elevava-se aos 34º.

Deixámos a estrada e atravessámos uma área totalmente deserta que nos fez tomar consciência que estávamos no mais mítico deserto do mundo, o Sahara. Para onde quer que se olhasse, até ao horizonte só vislumbrávamos planície deserta, pedras, areia e pó. A trepidação era tanta que faróis, antenas de rádio, grelhas de tejadilho, se iam soltando. Lá muito ao longe, começaram a desenhar-se algumas dunas e, depois de um troço com areia solta, finalmente chegámos ao Hotel Auberge du Sud, próximo de Merzouga, situado na orla do Erg Chebbi, grande área de deserto com as mais altas dunas de areia de todo o Sudoeste de África, formadas pelo vento.

Fomos recebidos na sala principal com o habitual chá quente e amendoins. Apenas tivemos tempo para preparar os sacos-cama, um agasalho, água, as máquinas fotográficas e lá fomos, cada um no seu dromedário (porque têm apenas uma bossa), organizados em grupos de cinco ou seis animais ligados por uma corda, cada grupo guiado por um berbere que caminhava à nossa frente.

Depois de uma hora e meia muito divertida, em que contámos apenas com a boa disposição de todos, no percurso de dromedário, essencialmente pela crista das dunas, mas incluindo algumas subidas e decidas, estas últimas mais turbulentas, chegámos ao acampamento berbere. As tendas encontravam-se no sopé de uma duna enorme e formavam um quadrado fechado com apenas uma entrada. O meio, parcialmente atapetado, era o local de convívio. Uma das tendas destinava-se às refeições. Jantámos sopa de cuscuz, tajine de frango, laranja e, sempre, muito chá quente.

Contámos histórias, ouvimos os testemunhos deliciosos do Ali, tocámos tambores, dançámos, cantámos, os berberes actuaram também para nós. Dormimos em tendas para seis, alguns ao relento, nos tapetes centrais, contemplando o céu estrelado e a noite amena e acolhedora. Perante uma aventura tão avassaladora, os cuidados com a higiene pessoal e o conforto civilizacional foram totalmente dispensados.


Atlas


Atlas - 3200m


Uma porta do Sahara


A caminho do Erg Chebbi

Dromedário