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à procura de sugestões

viva
sei que não escrevo à bué mas isto de ser pai tem que se lhe diga...
como dizia o Rui: "todo o tempo do mundo para ti"....
e agora escrevo a pedir batatinhas... lol
realmente não há direito...
procuro sugestões, conselhos, opiniões ou outros que tais...
quero passar uns diazinhos de sossego (leia-se mini férias), não muito longe de Aveiro, em finais de Novembro princípios de Dezembro com a minha esposa e filhota de 5 meses..
alguma sugestão!?
obrigado

Também tenho referências de melhores almoços do mundo.

Geralmente, não são os familiares porque estes começam quando começam e acabam quando acabam, o que quer dizer que se vão esticando pela tarde e transformam-se numa espécie de tertúlia. Maravilhosa! Em que se conversa, discute, dizem-se piadas, atacam-se e defendem-se parceiros, enfim, uma delícia, como o João Paulo descreveu na "posta" que "postou", e muito bem, porque se não isto está mesmo a morrer. Aliás, é o que se me afigura que vai acontecer. Também, se calhar, já durou mais do que é costume durar uma pastilha....e esta anda um bocado sem sabor. Adiante!

Dizia então eu que me recordo de excelentes almoços. Este foi na "tropa"!

Estava um mancebo que conhecem a cumprir o chamado SMO, como Alf. mil., quando foi nomeado para fazer uma patrulha de visita aos régulados existentes a norte de L. Marques. E, lá fui, às sete da matina, num jeep Willys, magnífico, com um condutor e dois soldados, pelas estradas de terra vermelha daquela África tão linda.

Primeiro regulado - "Então como vai? Há problemas, falta de água, o gado tem alimento? As machambas estão a produzir? E tem aparecido por aqui gente estranha?" Respostas -Nada, nada, vai tudo bem, meu Alferes, só precisava médico, não tem. Às vezes gente está doente e tem lombrigas e diarreias e hospital é maningue longe..."

E lá continuámos, sem poder acudir à falta de médicos. A situação, mais ou menos idêntica, repetiu-se com o 2 e o 3º régulos visitados.

Quando teríamos andado mais de 100 km, o amigo Willys, resolveu falar - "Já não ando mais. Começo a deitar fumo e daqui não saio." E não saíu! Essa parte da história, de como se resolveu o assunto do jeep, fica para outra altura. Vamos ao almoço.

Depois de andarmos uns kms a pé, conseguimos, num aldeamento, que nos vendessem dois pombos, mortos e temperados na hora com sal, piripiri verde e óleo, assados à cafreal, acompanhados com farinha de milho cozida.

Que delícia! - Éramos quatro homens de vinte e poucos anos, às três da tarde, a rilhar dois pombos com a farinha de milho. Mas que maravilha de sabor e que excelentes cozinheiros existem em África! Até os ossos marcharam! Extraordinário almoço que ainda hoje me lembro dele!

O Costa do Sol

Maputo, 08/06/2008


Paragem obrigatória para todos os que gostam de comer (bem) o Restaurante Costa do Sol continua de boa saúde e assim lá fomos, eu e a minha Soraia, obsessivamente em busca do famoso caril de caranguejo.

Azar!

Disseram-nos que não era a época do caranguejo (não havia o caril portanto) e nós não estávamos preparados para ouvir aquilo, ficámos a olhar um para o outro como se o mundo acabasse ali naquele momento.

Não acabou!

Tivemos que inventar um PLANO B e lá fui eu para uns “Camarões à Nacional” e a Soraia para uma “Espetada de Marisco”, para quem como eu ainda não jantou (são 23:45h em Portugal Continental) este post é um martírio em absoluto.

Estava tudo muito bom mas nem mesmo aqueles camarões abertos ao meio com pão de alho torrado mergulhados em molho de cerveja e jindungo e bem acompanhados por duas Laurentinas frescas tirou-me a cisma do caril.

Para “chatear” a minha mãe Alzira mando-lhe uma sms … “estamos a almoçar no Costa do Sol” e que me responde logo na volta do correio … “camarões?” a próxima sms bem que podia ser a combinação do Euromilhões!

Vá lá mãe ajuda o teu filho mais velho a acertar na combinação manda lá isso!

Sentados na esplanada virados para o mar na terra onde ambos nascemos bem no sul de África nada nos perturbaria não fosse ao olhar para a mesa do lado ver uma bela negra com um branco que me era familiar, para quem como eu acompanha bem a música pop europeia reconhecia na mesa do lado o vocalista da banda escocesa TRAVIS e o Senhor (já explico o porquê do Senhor) chama-se Fran Healy.







O que faria em Maputo um músico pop famoso?

Tentei confirmar se teria visto bem e apesar de não ter conseguido nem ter ido no momento chatear o moço com conversa da treta, fiquei a saber que este Senhor colabora frequentemente com a organização com fins humanitários Save The Children que opera no continente Africano estando Moçambique e Angola incluídos na lista de países a ajudar.

Fran Healy esteve algumas vezes no Sudão e na certa seria ele e estava ali ao lado e por uma grande causa.

Até posso estar a lançar um boato mas para mim era o gajo!

Era o gajo era!
Post escrito em 23/07/2008

Come João Paulo #01

“Come João Paulo” é uma rubrica onde faço algumas sugestões de restaurantes, tascas, barracas e espeluncas onde comi bem e bebi melhor!
Inspirado na sugestão do Nuno Nazário que lança o repto de contarmos histórias vividas no âmbito da nossa actividade profissional entre outras lembrei-me desta, não se trata propriamente de histórias engraçadas mas foram na sua maioria vividas no exercício da minha actividade profissional.
O titulo da rubrica é para alguns de vós sobejamente (adoro esta palavra) conhecida… ouço-a desde de que me lembro… dita sempre pela mesma pessoa… a minha adorada avó Alzira… COME JOÃO PAULO.

Restaurante Santo António de Alfama
Beco de São Miguel 7 - 1100-538 LISBOA
Telf.
218 881 328
Encerra à Terça-Feira


Conheci este restaurante em Junho de 2007 numa das minhas saídas a Lisboa com 2 colaboradores do nosso maior fornecedor a INDA, para quem não sabe a INDA é a empresa líder mundial no fabrico de acessórios para WC e tem sede em Caravate/Milão.
Eu, o Delmolino e o Shoenenborn acabámos cedo a nossa missão e fomos tomar uma cervejinha numa esplanada na Praça da Figueira usufruindo de um fantástico final de tarde de verão, o alemão vira-se para nós e dispara… que tal irmos até lá cima apontando para o Castelo.
Lá fomos, depois de alguma caminhada demos com um miradouro sobre Alfama, com o alemão sempre na frente descemos umas escadinhas e eis que estamos no coração das festas de St. António de Alfama.
Estava tudo decorado, as festas de St. António tinham sido na semana anterior, uma descoberta daquelas que nos deixa felizes, sol (de final de tarde), cor, boa disposição e muita fome.

De repente começa a chover… uma inesperada chuvinha de verão… claro que não restou outra alternativa senão CORRER... 10 segundos depois mais uma surpresa... descobrimos isto…


É de prova obrigatória as entradas… tiras de casca de batata (fritas) com molho de alho, morcela (da melhor que já comi) com puré de maçã, cogumelos com queijo derretido.

O vinho é pró carote mas tem que ser e as carnes são muito boas.

A decoração é também um dos pontos altos, as salas estão repletas de fotos a preto e branco de gentes do cinema e da música!

Recomendo vivamente!
Preço médio 25/30€ por pessoa (aviso já)