blogger | gmail | blogs | os autores

Mostrar mensagens com a etiqueta História. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História. Mostrar todas as mensagens

computador Toshiba

Eu estou muito feliz com o meu computador novo, é enorme e dá para fazer muitas coisas, jogar , ver filmes... Mas quando tiver internet vai ser ainda mais fixe. O meu pai deu-me no dia 23 de Setembro, no dia seguinte eu e o meu tio André tivemos a explorá-lo. E tenho um fio que liga o computador à televisão, e assim dá para ver filmes do computador na televisão.

Sexta-feira 13

Dias de azar nos tempos que correm são todos, é desemprego, mais grave que isso são as fábricas a fechar e consequentemente mais desemprego, crise e mais crise, assaltos, violência, podia estar aqui até amanhã mas não me apetece.

Neste contexto o dia de ontem passou ao lado da maioria das pessoas, sexta-feira 13 dia de azar, nunca este dia nem qualquer outro em particular me aterrorizou mas com o cenário económico actual acredito que nem o ser mais permeável possa ter sentido qualquer ponta de medo.
Esta tradição já vem desde o século XII por culpa dos Templários, esta ordem criada (segunda a Verbo) em 1119 com o objectivo de evangelizar as terras infiéis em pouco tempo tornou-se poderosíssima quer em influência política quer em riqueza.

Criaram o primeiro sistema bancário, detinham terras, o poder era avassalador que Reis e Igreja começaram a temer a Ordem e a invejar as suas posses.

Sensivelmente 200 anos após a sua criação, em 1307, o Rei Francês Filipe IV "o Belo" profundamente endividado e na ânsia de apoderar-se da sua riqueza mandou prender todos os templários acusando-os de heresia queimando na fogueira os seus líderes.


Os corpos amarrados nas estacas arderam no dia 13 de Outubro de 1307 (uma sexta-feira).

A partir deste dia todas as sextas-feiras 13 eram temidas porque nem todos os templários foram queimados tendo alguns conseguido escapar e chegando inclusive a receber apoio de Reis como foi o caso do nosso D. Dinis.

Nasce a Ordem de Cristo.

E porque hoje é feriado!?

De acordo com a responsabilidade que me foi legitimamente atribuída por duas ilustres autoras* deste blog no sentido de explicar (ou pelo menos tentar) a razão dos feriados nacionais informo que hoje, dia 8 de Dezembro, é mais um dia feriado.

O dia 8 de Dezembro é festejado em todos os países católicos como sendo o dia da Imaculada Conceição que é também a padroeira do Reino de Portugal desde 1646!

Se até aqui foi fácil nem mesmo as minhas elevadas habilitações cristãs, para que conste fiz a primeira comunhão, dão-me rapidez e informação plena acerca do assunto.

A Igreja Católica na Bula Ineffabilis Deus e pela mão do Papa Pio IX fez a 8 de Dezembro de 1854 a definição oficial do dogma da Imaculada Conceição…

“Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus omnipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis.”

A maternidade divina de Maria é assim a base e origem da sua Imaculada Conceição pelo que Maria viveu para ser mãe de Jesus Cristo, desde os primeiros séculos depois de Cristo que tanto no Oriente como no Ocidente os cristãos acreditam na preservação de Maria do pecado original.

Nossa Senhora da Conceição foi considerada padroeira de Portugal a partir do reinado de D. João IV com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa a 25 de Março de 1646, o Papa Pio XI em 25 de Março de 1936 confirmou o seu título de padroeira de Portugal.
* as ilustres autoras foram a Ana Názário num comentário e a minha Soraia Santos que de autora tem sido pouco mas segundo o que me disse ainda há poucos minutos está inspirada pelo que aguardo com expectativa o que os próximos dias nos reservam :)

E porque hoje é feriado!?

Não é pouco frequente passarmos pelos dias feriado sem sequer sabermos o que os motivou, hoje dia 1 de Dezembro é mais um dia feriado!

Do calendário do nosso Portugal à beira mar plantado este é um dos poucos feriados laicos e tirando o 1 de Maio os outros são motivados por feitos ou dias históricos verdadeiramente patrióticos, temos assim para além do 1 de Dezembro, o 25 de Abril, o 10 de Junho e o 5 de Outubro!

Se não estou em erro os outros são todos religiosos!

Temos ainda um dia que não é feriado… mas que é uma espécie de… como classificar o dia de Carnaval???

Este dia feriado tem como base a revolta, iniciada 3 anos antes em 1537 e que atingiu o expoente máximo no dia 1 de Dezembro de 1640, contra os nossos irmãos espanhóis que reinavam em Portugal desde o ano de 1580!

Com a morte do Rei D. Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir em 1578, sem herdeiros, Portugal mergulha numa profunda crise de sucessão que se dividiu em três hipóteses:
· D. Catarina de Portugal (neta de D. Manuel I);
· D. António Prior do Crato (neto ilegítimo do D. Manuel I);
· Filipe II de Espanha (também neto de D. Manuel I);

Filipe II de Espanha torna-se Filipe I de Portugal nas Cortes de Tomar de 1581 que após algumas revoltas de locais aceita respeitar os foros, costumes e privilégios dos portugueses, durante 60 anos Portugal viu-se privado de um rei natural ficando este período conhecido como a Dinastia Filipina ou o domínio filipino.

Com Filipe I e Filipe II de Portugal (II e III de Espanha respectivamente) a autonomia do Reino de Portugal não terá sido gravemente beliscada mas com Filipe III de Portugal (IV de Espanha) o cenário muda com este a iniciar em Madrid um engenhoso projecto que visava a anulação da autonomia portuguesa concedendo poderes ao Conde-duque de Olivares para o efeito.

A revolta inicia-se em 1637 em Évora e rapidamente alastra-se a Sousel e Crato, posteriormente a Santarém, Tancos, Abrantes, Vila Viçosa, Porto, Viana do Castelo, a várias vilas do Algarve, a Bragança e à Beira, eclodindo em Lisboa a 1 de Dezembro de 1640.

Inicia-se assim a quarta e última dinastia, a Dinastia de Bragança ou Brigantina tendo Portugal como seu legítimo Rei D. João IV o restaurador.