Tenho um amigo que se indigna com a teoria da conspiração gratuita venha de quem venha, venha de onde venha, compreendo-lhe perfeitamente o ponto de vista quando a mesma é utilizada sob a forma de defesa fácil e muitas vezes cobarde para desculpar alguma inércia própria.É fácil usar a teoria da conspiração, é cómoda, é chique porque pode dar-nos aquela onda “epá o gajo é inteligente”, de facto é mais um dos defeitos do português, é mais um dos meus defeitos… e uma das minhas virtudes.
Adoro teorias da conspiração!
Mark Twain escreveu “Primeiro, informe-se dos factos; depois, pode distorcê-los quanto quiser”… na falta de informação ou se possível na falta de pesquisa acerca dos factos podemos sempre utilizar cobardemente ou por puro prazer a teoria da conspiração.
É lindo, é uma das coisas que a democracia nos dá, a liberdade de o poder fazer e quase sempre sem consequências negativas para nós próprios.
A mesma democracia que também me dá o direito de ter que aceitar que o preço atribuído ao m2 para avaliação do valor patrimonial das casas para efeitos de I.M.I. seja especulativo, refiro-me apenas ao valor do m2 da habitação própria permanente (a minha única casa).
Se eu não consigo obter informação pelos meus meios para poder ser conhecedor dos factos, se a pessoa visada vitima da tão falada cabala não me esclarece, se a mesma pessoa visada utiliza a teoria da conspiração para justificar os ataques que sofre… talvez eu também possa “comer e calar” uma vez mais ou disparatar aqui no "meu" blogue.
Esperem… não mudem já de página… não desliguem o vosso browser… eu ainda não acabei.
Ontem o camionista português que atropelou e matou 6 pessoas em Inglaterra foi condenado, os nossos aliados ingleses demoraram 4 meses a por cá para fora o veredicto.
4 meses foi o suficiente para julgar um caso com 6 pessoas mortas, não era um caso qualquer.
Comigo a justiça portuguesa levou 5 anos a julgar um acidente onde apenas houve danos materiais no meu carro e cuja seguradora “pulou fora” na hora das responsabilidades.
A quem convém isto?
Teoria da conspiração?
Pode ser… é fácil… é chique!
E o governador do Banco de Portugal, falhou na supervisão do BPN?
Falhou em mais algum?
Todos dizem que sim, dizem que falhou mas o coitado mantém-se no cargo, porquê?
Convém?
Teoria da conspiração… BUUU… "ai que susto"!
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Para começar vou-me explicar. Eu escrevo contas à moda do porto (com minúscula) porque me ensinaram, há muito tempo (era eu pequenino), que este modo de pagar as contas, dividindo o total por todos, era utilizado pelos marinheiros quandos chegavam aos portos marítimos. Ou seja, não tem nada que ver com o Porto, cidade, mas tão sómente com a simplificação da forma de pagamento de dívidas que, está-se mesmo a calcular, deveriam dizer respeito a umas belas "copanzadas" bebidas por homens do mar sequiosos de amor, bjecas e outros licores. E que, no meio da festa, já não se lembrariam bem se tinham emborcado 7 ou 8 doses e, assim, resolviam o problema facilmente, sem ser ao estalo.
Mas isto vem a propósito de um comentário do nosso "pastilhista-mentor", feito na "posta" Conjuntamente, em que refere que o obrigam a pagar impostos altos, e eu concordo com ele e também pago.
Aquilo que ele escreveu fez-me pensar no que andamos a pagar e concluí que, além dos impostos, neste momento e só no caso do BPN, cada um de nós, Portugueses, seja novo ou velho, recém nascido ou com os pés para a cova, mulher ou homem, adolescente ou adulto, gordo ou magro, bonito ou feio, velhaco ou dançarino, gatuno ou honesto, político ou colador de cartazes, bombeiro ou professor ou de qualquer outra profissão, já pagou, mesmo que indirectamente, 180 € em contas à moda do porto para tapar o buraco do banco (que era apenas um banquinho, segundo dizem). Já avaliaram quanto é que pagaram só em vossa casa pelas imparidades que não foram fiscalizadas no momento certo? É só fazer as contas....e, recordo-me agora, também não sei quanto nos custaram as canetas de prata com que assinaram o tratado de Lisboa, mas que alguém pagou, pagou e não deve ter sido do bolso dele.
E, para mim, não vence a afirmação do ministro das finanças ao dizer que no BPN não foi aplicado dinheiro dos contribuintes. Então o dinheiro da CGD não é do Estado Português? Sendo assim, porque já não estamos no tempo de Luís XIV, com o seu - l'État c'est moi - teremos que o dinheiro é de todos nós, contribuintes de impostos altos, como refere JP, no seu comentário. Quanto muito, e acredito nisso, não foi utilizado dinheiro do Orçamento de Estado.
A terminar, apetece-me parafrasear o famoso "Ó Evaristo, tens cá disto?". Claro, com menos graça, mas com alguma raiva por me sentir lesado e desconfiado dos poderes públicos - "Ó Oliveira já me foste à carteira!".
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Começamos agora a ver os resultados sociais da globalização.
Há poucos anos ocorrerem as primeiras deslocalizações industriais e os países emergentes fizeram o seu aparecimento com a tecnologia ocidental associada à sua mão-de-obra barata.
Em cerca de 15 anos, aproximadamente, os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) tornaram-se grandes fornecedores da Europa e EUA que, até então, detinham o privilégio de produzir e vender. Com os gurus da economia da época a fazerem valer as suas teses, a produção passou a ser concretizada naqueles países, principalmente na China e na Índia, o que fez todo o sentido para os empresários.
De facto o custo da mão-de-obra era muito baixo na China e na Índia (cerca de 200 dl/anuais, salário médio). Hoje as coisas estão um pouco diferentes e pode-se falar que o salário médio nestes países rondará os 2000 dls/ano, para profissionais da produção industrial. Claro que para os trabalhadores rurais os valores serão menos de metade disto.
No entanto, na Europa, os valores médios desses profissionais serão bem mais altos, e podemos considerar que, em Portugal (um dos mais baixos da Europa), rondarão os 15000 dls/ano.
Mas isto não é tudo para fazer a diferença. Na Índia e China terão menores encargos com a SSocial, maiores jornadas de trabalho (cerca de 60 horas semanais), e mais trabalho infantil. Acrescente-se ainda que, na Europa, temos um mês de férias pagas e feriados (dez ou onze dias por ano), ou seja, no Ocidente trabalhamos 11 meses e recebemos 14 (quando não 15), enquanto que os asiáticos trabalham mais de 360 dias/ano. Logo, não há qualquer hipótese de comparação. E poderíamos falar nas situações de dumping mas estes aspectos já referidos chegam para ver as vantagens empresariais de quem se deslocalizou.
E agora, como vai ser na Europa e, talvez, nos EUA? Desemprego, convulsões sociais (Islândia, Grécia, França), instabilidade empresarial e já aí estão os novos gurus – tem de se reduzir os custos do trabalho, anunciam eles. Portanto, esperem pela pancada – redução salarial (a guerra dos profes. não será uma delas?), menores comparticipações nas despesas com a saúde e precarização do emprego. O nivelamento vai ter que ser feito por baixo, infelizmente.
Mas, perguntar-me-ão os companheiros blockistas, a que propósito vem esta conversa? É que, soube ontem, da Índia, vai chegar o Sakshat, o computador portátil apoiado pelo governo indiano, rival do Magalhães, a 10 dls (ou mesmo que sejam 20 dls) a unidade. Quem é que vai querer comprar portáteis a 50 €?
Mais uma machadada na nossa economia produtiva. E isto preocupa-me, principalmente pelos meus descendentes.
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Ora tal descontentamento demonstrado , tem no meu entender origem em vários factores, sendo o mais evidente, em muitos dos casos, o desgosto da falta de oportunidades que tais personagens reclamam para si... e segundo elas, suas por direito!!!! Tudo isto resvala diante de um facto que ninguém tem coragem de analisar com isenção... qualquer que seja o director de programação, acaba por apresentar uma grelha em tudo semelhante aos demais canais privados e isto acontece, não por se tratarem de pessoas que gostam de por em causa aquilo que meia dúzia de inteligentes acha que é o correcto, mas sim porque o verdadeiro serviço publico é dar ás pessoas aquilo que elas querem ver... e por muito que custe é o futebol as novelas e os concursos da treta que a malta devora.
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“Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos.”
Prece árabe
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"É MUITO DIFÍCIL QUE NÃO SENDO HONRADOS OS PRINCIPAIS CIDADÃOS DE UM ESTADO, OS OUTROS QUEIRAM SER HOMENS DE BEM; QUE AQUELES ENGANEM E ESTES SE CONFORMEM COM SER ENGANADOS." MONTESQUIEU, De l'Esprit des Lois,I:III,5
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Quantas vezes já não nos aconteceu, a todos, acordar de manhã e desligar o "maldito" despertador....virar para o outro lado...e tentar dormir um pouco mais.... às vezes até demais....pois bem, saiu agora no mercado o "Clocky"....um despertador com rodas, quando toca salta da mesinha de cabeceira e foge de nós...de tal forma, que temos mesmo que nos levantar para o desligar....aqui está uma solução divertida, mas muito irritante, não!....
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Lamechices, ou talvez não…
Os dias de hoje não são fáceis para ninguém por vários motivos, crise financeira, manifestações, fecho de empresas, guerras, centenas de pessoas para o desemprego, fome, etc. Mas não vou falar sobre nada disso, até porque assumo a minha quota parte de responsabilidade em todos esses problemas, vou falar das relações inter-pessoais.
Sei que é um terreno lamacento e que está em ebulição nestes últimos tempos, mas se não falarmos também não vamos a lado nenhum, além de que os problemas dos meus amigos influenciam-me (muito), tiram-me o sono, e malta estas relações são bi-direccionais, ok.
Não pretendo dar sermões nem lições apenas partilhar experiências que vivi.
Eu oriento-me pelas seguintes regras: a minha liberdade acaba onde começa a do outro, (tal como diz a minha mãe), não vale a pena nos pré-ocuparmos, o importante é ser feliz e saudável, objectivo de vida é plantar uma árvore (já tá), ter um filho (tá quase, já fiz a nota de encomenda, lá para 2012 se não for antes) e escrever um livro (já tá, mais ou menos), tudo tende para o equilíbrio universal e para terminar TUDO tem solução…menos a morte.
Até hoje tenho-me dado bem com estas regras apesar de nem tudo correr como eu gostaria (malta o paraíso não existe…ninguém anda com aquelas folhas de Plátano vestido…).
Um exemplo prático, durante vários anos não havia máquina de lavar a louça lá em casa, eu dizia que não era prioridade (logo lavava a louça) a minha ilustre amada dizia que precisávamos de comprar uma máquina de lavar a louça (logo só pontualmente lavava a louça). Isto levou inclusive a uma pequena troca de ideias (discussão ficava feio aqui) sobre como eu lavava a louça, devia lavar a louça assim e não assado, não era como eu fazia, etc, etc…mas afinal o objectivo não é ter a louça lavada no fim? Então para quê preocuparmo-nos com o MEIO e não com o FIM.
Foi então que com a mudança para a casa nova (tal qual sonho americano) veio a apaziguadora da máquina de lavar a louça, e não é que a minha ESPOJA tinha razão… para além de a louça ficar mais bem lavada (não menosprezando as minhas capacidades) fiquei com mais tempo de qualidade para podermos trocar ideias sobre outros temas tão pertinentes como a máquina da louça e dar explicações a uma pré-adolescente.
Rendi-me...às vezes COMPRAMOS GUERRAS desnecessárias se estivermos mais receptivos a ouvir a perspectiva dos outros.
Apesar de ao longo do tempo em que não havia a máquina eu ter ganho batalhas sucessivas sobre essa questão (e ainda ganho na batalha do modo como lavo a louça tendo em conta que o que interessa é a louça lavada no fim) hoje vejo que as energias que desperdiça-mos nas discussões até não foram em vão, foram apenas mais uns tijolos na nossa relação (envolta em PECADO J), pois não somos casados, mas isso é conversa para outro artigo (que já está na forja).
Acho que o importante nisto tudo é tentar encarnar/ver o outro lado e depois decidir, por isso mesmo não sou uma pessoa impulsiva (assumo aqui pela primeira vez ao vivo e a cores, que poderá ser eventualmente o meu único ou talvez 1/2 defeito), se calhar devia sê-lo em algumas situações, aliás, por não o ter sido já nos levou a calorosas discussões.
A minha questão É….O QUE É REALMENTE IMPORTANTE PARA NÓS?
Para mim o importante é que a minha mulher continue a ser exigente comigo e eu com ela para ambos evoluirmos (apesar de eu já ter de encolher a cabeça pois já quase toco no tecto da perfeição).
Para mim o importante é que eu continue a chamar a atenção das luzes acesas pela casa toda e ela de outros pormenores (não me vou expor mais J) que eu insisto em fazer.
Talvez precisemos de terapia de grupo para trocar experiências nestes temas importantíssimos.
Não vai ser fácil, não há preparação possível, mas é sempre mais fácil desistir do que LUTAR por…, mas a história só fala dos lutadores não faz nenhuma referência aos que desistem.
Beijos e abraços de todos para todos
PS: vai escrito a castanho pois sou mais terra a terra..)))
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Já que estamos em plena crise financeira por que não falar de bancos? E falar principalmente daquilo que fazem ao NOSSO dinheiro.
Aqui há uns anos atrás comecei a ver a minha conta bancária a ser reduzida, de tempos a tempos, de uma quantia que indicava – despesas de manutenção. Comecei logo a imaginar que os Bancos, como são muito limpinhos e asseados, tinham contratado funcionários para escovarem as moedas e passarem as notas a ferro, porque não queriam coisas sujas lá dentro, nada que conspurcasse a sua bela imagem. Sem perceber muito bem porquê fui deixando que me fizessem esse pequeno rombo na conta.
E fui perguntando aqui e ali, para ver se encontrava alguém que fizesse esse trabalho e que me explicasse como é que o executavam. Se não fosse difícil, até eu que sou forreta, em casa, faria isso e, assim, o Banco não me descontava nada pois o trabalho já ia feito. Até, pensava eu, poderia ser ao contrário - quando as moedas e as notas fossem entregues com a manutenção concluída, pagavam-me a mim esse trabalho. E era assim que devia ser porque poupávamos mão-de-obra ao Banco e ainda ganhávamos qualquer coisita. Até podíamos exigir dos nossos patrões, na próxima revisão salarial, que o dinheiro fosse limpinho para o Banco, senão passaríamos a querer receber em cash, dentro de envelopes, como era antigamente.
Mas não, nunca encontrei ninguém que tivesse essa actividade profissional. Daí que ande agora às avessas com o meu Banco porque não quero que me descontem esse dinheiro, já que não fazem limpeza nenhuma. Ainda mais quando ouvi dizer que as lavagens de dinheiro são feitas em off-shores. Então se vão para o estrangeiro com o vil metal, os estrangeiros que paguem essas despesas. Ainda aceito pagar algum se tiver de levar dinheiro para uma viagem turística para Palma ou Ibiza, ou assim uma terra dessas, porque não quero que os Portugueses fiquem mal vistos lá fora e desejo ir asseado como os outros.
E sabem o que me espanta? É que nós, os Portugueses, falamos dos treinadores da selecção, das “tias” das revistas, mas não refilamos contra essas investidas ao nosso património financeiro. Ou, então, eu nunca encontro ninguém que me faça companhia na reclamação. Querem ler o que me escreve a DECO? É legal, desde que esteja afixado no preçário! Bolas, gentes, o guito é nosso! Despesas de quê? De o terem lá? Ah! Mas quando desaparecem uns milhões voltam-nos a ir ao bolso com o dinheiro dos impostos e da CGD, para evitar desacreditar o sistema. E, já pensaram bem? De certeza que esses milhões mal parados são em valor superior àquilo que o Banco recebe dessas despesas que cobra a todos.
Então se é nesses off-shores que se faz parte da lavagem de dinheiro e isso, parece-me, não é bom porque só é usado quando o dinheiro está muito sujo, por que é que os Estados não acabam com isso? Será que dá jeito a alguém com poder?
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Mensagem de boas vindas de sua Excelência o Presidente da República
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