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Devido a dificuldades de ordem técnica das quais não somos responsáveis hoje não será lançado um novo post incluído neste top. Pelo facto pedimos as mais sinceras desculpas esperando retomar amanhã a postagem de mais videoclips.
O responsável pelo Top - João Banderas Nogueira

Due to some difficulties of technical order that we are not responsible, today a new post included in this top will not be launched. For the fact we ask the most sincere excuses waiting to retake tomorrow the post of more videoclips.
The manager of the Top - João Banderas Nogueira

O que se pode dizer deste senhor da música portuguesa que ainda não tenha sido dito. Muito pouco.

Então vamos só ouvir a música. Mas quais?

Bom, neste post vou, excepcionalmente, incluir duas canções. A que gosto mais “Estou além” e um um vídeo dos “Humanos” (grupo que até agora gravou 12 !! temas do António Variações) mas com o som de uma maquete original.



ANTÓNIO VARIAÇÕES – ESTOU ALÉM (1982)




ANTÓNIO VARIAÇÕES – MUDA DE VIDA (1984)


Naturalmente não podia ficar de fora a música que promovia o desenvolvimento dos maxilares. O pessoal gostou tanto deste tema que tornou o álbum "Taxi" o "primeiro disco de ouro do rock português", vendendo mais de 35.000 discos. É claro que naquela época não havia mp3, CDs piratas, etc. Mais, para quem gosta destas coisas, actuaram na primeira parte de um concerto dos Clash !!! Esta não fazia a mínima ideia.



TAXI – CHICLETE (1981)


Aproveitando a onda do “Chico” e das suas snifadelas, surgiram, no mesmo ano, os nóveis UHF com os seus cavalos. Só uns anos mais tarde percebi a que “cavalo” eles se referiam… e porque é que uma parte da letra era: “Agora é que a vida passa num flash e o paraíso é além.”.



UHF – CAVALOS DE CORRIDA (1980)


Depois de ler as últimas mensagens musicais aqui postadas, algumas das minhas memórias roqueiras foram activadas. Canções que actualmente já não se ouvem (pelo menos de forma frequente) e muita gente já esqueceu, mas que, sem dúvida, abriram as portas para o aparecimento de novas bandas, até das “dificilmente audíveis” por ouvidos um pouco mais sensíveis.

Hoje, comecei a escrever aquelas de que me lembrava e, em 5m anotei prái umas vinte. Sem ter a certeza em que ano tinham sido lançadas, resolvi “Googlá-las” e verifiquei que quase todas pertenciam aos anos 80.

Embora algumas sejam um bocadito “cruas”, afinal estavam no início de um ciclo e não tinham grandes pontos de referência, nem nós diga-se, achei que era engraçado postá-las neste espaço. Pode ser que alguém que por aqui passe também goste de recordar.

Após alguma pesquisa consegui, com alguma dificuldade, encontrar algum material, mais ou menos apresentável, e …. aqui estão elas.

PS: Estes posts, como é natural, advêm (… bonita palavra) meramente (outra … pôssa …) das minhas preferências musicais, embora tente colocá-las por uma espécie de ordem cronológica (… não há duas sem três … palavras).

AQUELES QUE ABRIRAM O CAMINHO

POST 1

Descobri este clip na Net. Nem o reconhecia assim tão novinho. O Rui.

E esta letra: Sempre cheio de speed / Com merda na algibeira / Depois de mais um shoot nas retretes / Curtindo uma trip de heroína / Cólica escorbuto e caganeira / Fareja a judite em cada esquina / A vida só tem um problema
O ácido com muita estricnina / Conhece os flipados

Nos dias de hoje ainda se poderia incluir estas expressões e cantá-las à vontade na rádio e Tv? Huummm ….



RUI VELOSO – CHICO FININHO (1980)


Eles fazem mesmo muito sucesso, reparem bem no público.

I' VE GOT A FEELING!!!

PORQUE SIM 3

Porque

Faz hoje 2 anos, 2 meses e 9 dias que faleceu

Na noite mais “stressant” da semana gosto de o ouvir

Porque sim



PAVAROTTI - AVÉ MARIA

PORQUE SIM 2

Porque:
Hoje é 6ªf. À noite.
É a noite mais “anti-stress” que conheço.


Ou como dizem os nossos amigos chineses:
“夜间多的反讲'我知道”


ou por outras palavras: http://tts.imtranslator.net/6j5D



THE THE - THIS IS THE DAY

O tamanho assim tá bem?? Já não desconfigura, Ó QUÊ!

PORQUE SIM 1

(Agora que a comunidade internacional chegou ao blogue)



WHY NOT?

Hear … my voice.
Hear … the songs I like.
Hear … whatever I want.
Cause? … Cause I can!




JESUS & MARY CHAIN - APRIL SKIES



PORQUE SIM

Porque


Gosto.
Apetece-me ouvir.
Já não ouvia há muito tempo.
E …. porque … sim.




Jesus & Mary Chain - Darklands

Mike Scott and my Aunt

In a sunny spring day of 1986 I was about to accomplish my 14th anniversary, I was looking out for a gift for my father’s birthday in the streets of Lisbon with my favorite aunt.

It was for sure the “no money years” so I did need my aunt around to pay the gift, it was symbolic because the main one was me… I was born in the same day of his birthday… this fact made me always proud and I did never forget to tell it to everyone.
The famous “I was born in the same day of my father’s birthday” remains till today.

At that time in the most beautiful train station of Lisbon (Rossio) we did have always a solution for a gift… “let’s go to that one”… my choice was a disc store, I was looking for a 45rpm in the “W” music-stand, I was looking for my favorite song “The Whole of the Moon” from the Waterboys.

As a matter of fact that single intended to be not only a gift for my father but also for myself and I saw no crime at all with that.

I did found it.

When I was prepared to pay for it her voice almost shot me down “that song is not bad but I prefer this one and I think your father too”!

I was without reaction for a few seconds in a frustrated attempt that she paid for it and forgot that nightmare choice, her choice, but no success.
Inside my head I was screaming, I was furious, OH NO, FEARGAL SHARKEY…. NO PLEASE NO… that guy with a strange face… a guy that almost looks like a blonde girl with that hair…. NO PLEASE NO.

I prefer everything about the Waterboys and his mentor Mike Scott instead of Feargal Sharkey, I rather prefer the songs… that voice… the black Ovation guitar… the attitude… the hair… and of course the lyrics… despite of my only 2 or 3 years of English school “The Whole of the Moon” lyrics was far better than the annoying “… and good heart these days is hard to find…”.

No way… the money wasn’t mine so I brought home “A Good Heart” to give to A GOOD HEART as a birthday gift, I don’t know how but she stills my favorite aunt and believe me… I have a lot of aunts.

She forced me to bring home Feargal Sharkey instead of Mike Scott… it’s not fair.
Later, as a revenge, I don’t have one but three “Whole of the Moon”… in the “This is the Sea” album, in the “Best Of 81-90” and in the “T.W.O.T.M. The Music from Mike Scott and the Waterboys”.

Blog de Escuta #23

Uma versão actualizada de uma grande canção dos anos 80, um dueto de Alisson Krauss com John Waite que após 25 anos continua em excelente forma.

Blog de Escuta #22

"Cala-te pá"

Na minha “carreira” musical muitos episódios engraçados sucederam, o que agora vos conto decorre numa fase muito forte do nosso percurso em que as actuações surgiam regularmente e bem pagas contrariamente ao estatuto de banda desconhecida.
O espectáculo estava agendado para as festas da Amadora, íamos tocar num campo de futebol com os GNR, Santos & Pecadores e com a Fúria do Açúcar, 4 bandas numa só noite, era o tempo dos saudosos bons orçamentos das Câmaras Municipais.
Estávamos de facto ansiosos com essa actuação.

O problema com as entidades patronais de cada um de nós ficou resolvido com 2 dias de férias e assim lá partimos todos catitas num monovolume com motorista e tudo.

Normal seria que, ao passarmos por Leiria, a temperatura subisse uns 2 graus mas naquele dia baixou e surgiram umas nuvens cinzentas como pré-aviso de que algo não iria correr muito bem, nada abalava o nosso entusiasmo, chegados ao recinto o ego aumentou ainda mais… inesperadamente o público que já lá estava gritou e bateu palmas mal saímos da Sharan.
Depressa perceberam que não eram as ilustres vedetas que tocariam nessa noite mas sim os menos famosos de todos ainda assim continuaram com as palmas e com cânticos usados em jogos de futebol… estávamos radiantes… queríamos tocar.

As nuvens decidiram confirmar o pré-aviso e começou a chover em pleno sound-check dos GNR.
O sound-check é o “fazer som” antes das actuações para que tudo fique equilibrado e soe bem, os últimos a actuar são os primeiros a fazer o som e por essa ordem seríamos os últimos a fazer som porque iríamos ser os primeiros a actuar.
Na música ao vivo o estatuto é medido assim o último a tocar é habitualmente a banda mais consagrada.

A chuva atrasou tudo, mesas de som e restantes aparelhagens tapadas em stress, o público que nos aplaudiu desapareceu do local mas o pior estava para vir, a Fúria do Açúcar e nós apesar de integralmente pagos não actuaríamos nessa noite devido ao grande atraso no sound-check.
Eu estava profundamente triste com a situação, tinha divulgado tanto e orgulhosamente o evento que tinha grande parte dos familiares lisboetas na assistência, era daqueles dias em que musicalmente sabíamos que iria correr bem.

Depois do jantar com os Santos & Pecadores e com a Fúria do Açúcar e depois de assistir às actuações dos eleitos decidimos ir para o hotel, como rapazolas poucos tinham tido a experiência prévia de ter estado num hotel de 4 estrelas… tudo era novo e espectaculamente grandioso.
Na manhã seguinte o nosso manager Rui Martins foi fazer o check-out, vendo-o muito perturbado dirigi-me a ele e perguntei-lhe o que se passava… “eh pá um dos quartos tem um adicional de oito contos e tal de HOT TV e MINI BAR”… “andam a brincar pá?”… "nunca viram umas mamas?"... “não sabem que isto é caro pá?”.
A cara de aflitos de uns denunciou-os, os restantes riam perdidos, e ele lá continuou dirigindo-se ao balcão “vieram a Lisboa ver HOT TV e esvaziar o MINI BAR e o Rui é que paga”.

“Oh Rui só vimos um bocadinho”
“Cala-te pá”

P.S. Alguns anos mais tarde a cena (mais ou menos igual) repetiu-se mas num contexto diferente da minha vida.

Para quem ainda não conhece o blogue dos Icon Vadis pode ler esta e outras histórias AQUI.

Blog de Escuta #21

Blog de Escuta #20

Coisa de miúdo… bastava ver uma guitarra Fender Stratocaster vermelha e branca e ficava doido… era o que queria… era só o que queria.*

Muito contribuiu para essa “doença” um individuo com boa pinta que tinha a mania do culto da personalidade, que não abria a boca, não precisava de a abrir, tocava-a e muito bem.

Tocava-a da maneira que mais aprecio.

Este e alguns da minha elite de guitarristas são os poucos capazes de ter um estilo tão próprio e único que, mesmo não conhecendo o tema, ao ouvir reconheço-os de imediato.

Gente como Mike Oldfield é assim.

Estávamos em 1984, Oldfield ainda colhia os bons créditos de Moonlight Shadow editado cerca de um ano antes, eis que surge este To France que aqui vos deixo.

interprete: Mike Oldfield

tema: To France

álbum: Discovery

ano: 1984

* Em 1997 consegui comprar uma igualzinha, a Fender Stratocaster vermelha e branca, ao Zétó que ainda hoje me diz “um dia quero-a de volta”… já lhe prometi… a vender só a ele.

TOPIII-ABRANDAROOPEL

Porque a musica não precisa de ser cantada.

Um dos filmes que, embora um pouco americanizado, é do que melhor retrata a amizade masculina. Sem ser gay.

Chama-se “The Deer Hunter” (1978), realizado por Michael Cimino, com actores como Robert de Niro, Christopher Walken (um dos meus actores “must”), embora com alguns filmes de duvidosa qualidade no seu curriculo, mas isto já é outra história...), John Savage, John Cazal, Meryl Streep.

Da banda sonora, que representa um dos cinco Óscares atribuídos a este filme, consta a música tocada, e “só” tocada, em guitarra clássica (“viola” para os amigos) “Cavatina”. É da autoria de Stanley Myers e interpretada por John Williams.

Aproveito este TOP para relembrá-la, ilustrada com algumas cenas do filme.

É a sétima porque …. ver primeiro parágrafo.



STANLEY MYERS - "CAVATINA"