Sempre nutri alguma desconfiança dos elementos do sexo masculino que trabalhassem em lojas de pronto-a-vestir e salões de cabeleireiro femininos, especialmente se estes fossem os respectivos proprietários, não me refiro aos proprietários que investiram nessas dignas actividades com as respectivas esposas, isto é, os apenas sócios capitalistas mas sim aos que sempre sonharam com isso.Pensava… que motivação terá um macho em abrir um salão de cabeleireiro feminino ou um pronto-a-vestir? … “ai essas calças assentam-lhe muito bem… não sei realça-lhe as ancas”... e aí ficava eu tipo aqueles carrinhos a pilhas que vão contra as paredes e andam para trás e voltam novamente contra as paredes.
Apesar da introdução ser provocadora e poder merecer os mais ácidos comentários não vejam nestas observações apenas profunda estupidez minha ou preconceito mas sim uma reflexão acerca do assunto num contexto temporal compreendido entre a 2ª metade da década de 70 e a primeira metade da década de 90, não entro noutras épocas anteriores porque não as vivi e não sigo mais para a frente porque creio não ser tão evidente dado a evolução do nosso Portugal.
A muito obrigou a sociedade portuguesa (não só a nossa) aos desde sempre homossexuais, casavam-se para poderem viver o seu “segredo” pelo menos de uma maneira mais tranquila e certamente procuravam as profissões que melhor os aproximassem da sua felicidade.
Viviam respeitosamente.
Há uns dias soube do falecimento de uma dessas pessoas misteriosas, O Sr. S. tinha um salão de cabeleireiros que a minha avó frequentava, Sr. de uma simpatia invejável e o qual não poderei nunca esquecer do facto deste nunca ignorar-me… cumprimentava-me sempre apesar dos meus 4 ou 5 anos de idade… a mim e a todos, além disso permitia que a minha avó (doméstica) pudesse vender os seus bolos caseiros que só as avós sabem fazer no seu salão e com isso pudesse também ela contribuir monetariamente para o orçamento familiar.
Dei por mim a reflectir sobre o que essas pessoas terão sofrido, o que tiveram que ouvir, e que de facto eram forçados a ocultar as suas orientações, quem as pode condenar?
tipo de pastilha: Sociedade
Hoje, Sarkozi e o seu governo estão de novo com uma greve nacional em mãos. No dia 29 de Janeiro já tinha havido outra, com uma participação que terá rondado o milhão e meio de grevistas e da qual resultaram melhorias para a população mais carenciada, com o Estado francês a ter de dispender cerca de 2,6 mil milhões de € com essas medidas.
Agora, os sindicatos e promotores da greve querem novas decisões que vão no sentido de minorar os efeitos da crise nas famílias. É pá, não querem lá ver que andamos a exportar campanhas negras e manipulações para França...
Mudam-se os tempos…Numa conversa domingueira com o meu irmão, nosso companheiro de blog, dizia ele estar farto dos dias de qualquer coisa… “estou farto do dia dos namorados, do dia da mulher, ir jantar nesses dias é impossível, é a confusão total” opinião esta que imediatamente teve a minha concordância.
De facto é um horror sair para jantar num dia como o dos namorados ou outro do género, é um verdadeiro teste à nossa paciência, são as filas, o mau e insuficiente atendimento e o que deveria ser agradável torna-se num pesadelo.
Todos os meus amigos sabem que sou um chato do caraças relativamente aos “jantares de mulheres”… lembro-me sempre dos livrinhos da turma da Mónica onde à entrada há um cartaz “menino não entra”… sou um chato porque não consigo perceber a necessidade desses jantares como também não consigo perceber o cenário inverso.
Também sei que não sou o único a ter esta opinião mas como nos tempos modernos não é politicamente correcto afirmá-lo a grande maioria fica em silêncio e como não faço parte do grupo dos que para quem os jantares de mulheres são a solução para uma noite de sossego sem a “chata” lá em casa fico um pouco isolado e com a ténue sensação de que não tenho as costas quentes.
Claro que, por ter esta opinião, já fui bombardeado com tudo e o tudo é… és um machista… és um inseguro… és um retrógrado… devias procurar ajuda profissional… tudo isto e talvez muito mais.
Como no fim-de-semana passado tivemos o Dia da Mulher e os inevitáveis jantares onde “homem não entra” tive conhecimento (é verdade só agora tive conhecimento) que já há programas organizados especialmente para a ocasião e para o pós-jantar em discotecas da região onde poderiam, para além do pezinho de dança, assistir a um fantástico show de strip masculino.
Esta também triste realidade ainda existe e creio eu com particular relevância no interior do nosso Portugal.
Não me considero um pregador de virtudes nem um puritano e também não vou afirmar que nunca assisti a show de strip, já assisti... melhor... a bem dizer quem protagonizou o show até fui eu (um triste show certamente) mas também não me obriguem a ter que aceitar sob a capa dos tempos modernos com alegria ou indiferença.
Então o que me espera?
tipo de pastilha: Actualidade, Sociedade
Infelizmente...ou talvez não, estou a atravessar uma fase desta passagem por cá, em que o tempo para me manter informado é realmente diminuto e já em período que sou vencido pelo cansaço... para ser sincero, o que não quero a essa hora é ser "metralhado" com as "porcarias" que por cá se vêem... começando na Política (entretenimento da moda!! onde todos querem estar... mas poucos com seriedade e humildade!), passando na Justiça, Economia, Sistema financeiro (mundo de "negociatas" onde todos querem tirar proveito de dinheiros virtuais que se tornam reais nas contas de alguns e sobretudo na nossa carga fiscal !) e acabando inevitavelmente no Futebol (temos que nos convencer que já foi em tempos um desporto, não passando actualmente de mais um entretenimento, uma peça de teatro ou um espectáculo de lutas de Recling... não sei bem como se diz!). Sendo assim, prefiro desanuviar um pouco o desgaste de mais um dia de trabalho, na minha melhor terapia... umas brincadeiras com os meus filhos e o inevitável "Astérix"... por vezes evito até passar aqui pela "pastilha", porque infelizmente a ordem do dia acaba por ser muitas vezes a "Bandalheira"... como diria o Prof. Medina Carreira... que por este país se vive. A propósito, e como certamente compreenderão, apanhei de relance uma frase por si proferida à poucas horas no programa de Mário Crespo (30 minutos) na SIC, onde era o convidado e dizia mais ou menos isto: "No pós 25 de Abril... Havia Gente; Haviam Ideias; Havia um País e Havia Esperança... Hoje, Não há Gente; Não há Ideias; Não há País e Não há Esperança!"... Pois é ... infelizmente tudo isto é verdade e o que mais me preocupa é realmente não saber o que mais me preocupa... é que Gente (classe política, financeira, judicial...entenda-se!) já nós sabia-mos que não tínhamos; Ideias começam e escassear (ou estão tapadas pelos "Tubarões" do costume!); País...começamos a perder a identidade (Há que dar os parabéns aos Professores que continuam na sua luta!); e Esperança perguntemos, se algum de nós tiver coragem, aos milhares de desempregados que nos fazem companhia à hora de jantar!
tipo de pastilha: Sociedade
Este estudo é da responsabilidade do gabinete de arquitectura Torre de Papel e os autores foram os arquitectos João Greno e César Costa.
A proposta contempla o alargamento dos passeios laterais e o estreitamento do passeio central, apenas uma faixa de rodagem com algum estacionamento e a proibição de virar à esquerda.
futuropresente
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turo
tipo de pastilha: Finanças, Generalidades, Sociedade
Por motivos familiares estou ligado, de alguma forma, à cultura oriental.
Aquela zona do Mundo fascina-me e, sempre que posso, dou uma espreitada ao blog Bairro do Oriente, cujo endereço aqui deixo já orientado para uma explicação muito interessante sobre como se desenvolve o novo ano chinês que, este ano, começa precisamente no dia do aniversário do meu primogénito, ou seja, hoje. Mais uma vez, parabéns para ele. (http://bairrodooriente.blogspot.com/2009/01/o-novo-ano-do-bfalo.html ).
Vão lá porque o artigo é bem interessante e dá a conhecer pequenos gestos que se concretizam nesta altura, como os “lai-si” e a utilização dos panchões. Também conta como esta é a única altura do ano em que a maior parte dos trabalhadores tem 2 ou 3 dias de férias e em que os funcionários públicos podem ir aos casinos (esta proibição é uma autêntica tortura para o chinês comum que adora apostar). Quando forem a Macau poderão ver o que é fazer dinheiro nos casinos, abertos ininterruptamente 24 horas por dia.
É uma cultura totalmente diferente da ocidental mas muito interessante. Dêem uma olhada pois ficam a conhecer tradições invulgares.
tipo de pastilha: Sociedade
Agora mesmo, recebi uma chamada do meu filho Tiago do seu telemóvel, mas como era possível se ele estava perto de mim...rapidamente me apercebi que era alguém não ele a ligar...atendi...um adolescente do outro lado da linha a dizer que tinha encontrado o telemóvel e que me o queria entregar, combinando de imediato um encontro....bem que atitude...o telemóvel do Tiago é muito bom...qualquer um tinha ficado com ele...este adolescente não...afinal ainda há valores e grandes atitudes...agradeci, reforçando a ideia da sua amabilidade, desejando-lhe um Feliz Natal....assim sim, vale a pena acreditar ainda...
tipo de pastilha: Sociedade
A razão de o cão ter tantos amigos é que ele dá ao rabo em vez de dar à língua.
Anónimo

“Pão, pão por deus…à mangarola encham-me o saco, e vou-me embora.”
A quem lhes recusava o pão-por-deus rogava-se uma praga em verso:
“O gorgulho gorgulhote, lhe dê no pote, e lhe não deixe, farelo nem farelote.”
Tenho de ir, a minha vizinha pôs uma vela dentro de uma abóbora artificial no muro da minha casa. Acho que até é de porcelana nacional…da Vista Alegre. Gira.
tipo de pastilha: Sociedade
Num mundo de liberdades plenas, absolutas, onde tudo nos é permitido até mesmo ter o privilégio de poder ter um blogue com infinito alcance ainda há recantos onde este nosso blogue não chega nem chegará tão cedo!Há gente como nós oprimida que não pode simplesmente ver a janela do mundo não porque não queira mas porque lhes é vedado esse direito!
Talvez tudo o que foi escrito até aqui não surpreenda nem mesmo o ser mais ingénuo!
Era uma vez… um país onde a internet e os telemóveis são literalmente proibidos como se estivéssemos perante um crime mas não por pobreza ou atraso pois nas escolas existem computadores!
Há a savana, há comida, há tudo do melhor e também o pior mas há sempre pelo menos um simples conceito de liberdade, mas não estamos perante um país de África.
Imaginem que vivemos num local onde somos obrigados a ter o rádio sempre ligado (SEMPRE) a ouvir a emissora estatal de manhã até à noite martelando propaganda política, moldando as mentes, impedindo as suas gentes de saberem que existe algo mais.

Kim-Il Sung nasceu em Pyongyang a 15 de Abril de 1912 e faleceu na também capital da Coreia do Norte no dia 8 de Julho de 1994, o também conhecido como o GRANDE LÍDER governou a Coreia do Norte desde a sua fundação como estado independente em 1948 até à sua morte.
O calendário da Coreia do Norte começou no dia do nascimento do GRANDE LÍDER o que simplesmente eleva à condição de trivial o facto do dia do nascimento e morte do papá Kim-Il Sung serem feriados.
Na Coreia do Norte um dedo arqueado que impossibilitou o meu querido amigo RPN (este sim verdadeiramente QUERIDO) de cumprir o dever não o livraria de 10 anos da sua vida no serviço militar obrigatório, isto para homens pois as damas gramam com 6 aninhos, e ainda ouvi eu algumas queixas dos 4 anos que Oliveira Salazar obrigou o meu avô a cumprir num país em Guerra contra independentistas/revolucionários!
Os norte-co
reanos são obrigados a venerar diariamente uma estátua e a usar crachás com as imagens dos Grande e Querido Líderes e até ao final da década de 80 acreditavam que viviam num paraíso, onde existem de forma oficial 3 categorias de pessoas: os leais, os indecisos e os hostis. A inclusão na primeira categoria é um pré-requisito para a ascensão sendo os hostis normalmente filhos de cristãos, filhos de proprietários de terras ou coreanos que fugiram para o sul.
A única maneira de entrar neste lindo lugar é via China, o grande aliado, e é visitado anualmente por não mais de 1500 pessoas de outras nacionalidades ficando sempre alojadas no mesmo hotel – o Hotel Yanggakdo - estrategicamente erguido num dos locais mais belos de Pyongyang mas é também estrategicamente situado numa ilha do Rio Taedon para mais facilmente controlar os hospedes que são seguidos por 2 guias e apenas e só para onde é permitido irem.
A tentativa de manter a soberania é obsessiva onde 36% do PIB é para armamento e defesa e para o exército – o 4º maior do mundo – totaliza 1,2 milhões de pessoas num país de 24 milhões, 1 soldado para cada 20 pessoas é sempre um belo rácio!
O Querido Líder - esse não aparece em público há anos - há bem pouco tempo faltou a uma parada que havia confirmado presença!
Não existem regimes perfeitos nem formulas mágicas mas continuo de longe a preferir a bênção de poder escrever num blog e poder perguntar ao Sr. Kim Jong-Il se ele quer um bocado da minha pastilha?



