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The Game of Their Lives 08/08

The Game of Their Lives 07/08

The Game of Their Lives 06/08

The Game of Their Lives 05/08

The Game of Their Lives 04/08

The Game of Their Lives 03/08

The Game of Their Lives 02/08

The Game of Their Lives 01/08

Eu sei que estamos numa fase de música e futebol e, portanto, desculpem-me a intromissão. Mas isto da economia também me faz vibrar. Assim, cá vai:

A crise, a famosa crise, criada pela ganância e cobiça de empresários, gestores e políticos mundiais, vai ter de ser paga por todos. Os que podem muito, os que podem pouco e os que podem assim assim.

Em Portugal, pelo que tenho lido e ouvido, uma das atitudes a tomar é a diminuição do subsídio de desemprego, de que dependem cerca de 500 000 compatriotas. Em Espanha, porém, são muito mais criativos e dão o exemplo eliminando 29 empresas públicas (a maior parte das fundações) e 32 altos cargos nos ministérios. Conforme se lê nessa notícia, prevêem poupar, assim, 50 biliões de euros até 2013. Afectam, portanto, um menor número de pessoas, provavelmente com altas qualificações e maior facilidade em encontrar trabalho.Como se compreende, pois eu imagino que se despedissem, por exemplo, o sr. Mexia, ele nem tempo teria para ir a casa mudar de roupa porque, logo que descesse as escadas e chegasse ao olho da rua, haveria uma fila de empregadores a oferecer-lhe trabalho. Se calhar a ganhar ainda mais, pois ele merece, ao que ouço dizer.

A esta decisão espanhola chamo pragmatismo, inteligência e consciência das realidades. Por cá se não formos por idêntico caminho admirem-se quando as convulsões sociais a sério começarem.

A propósito, vejam como se faz política sem serem precisas mordomias nem luxos

Muda-se o Povo....

Ouvi ontem Mário Soares dizer, algo desagradado, sobre as próximas legislativas, que, se ganhar a direita, será contraproducente para o País porque a nossa matriz sociológica é de esquerda.

Engraçado! Quando se tem maiorias absolutas o Povo é que escolhe e a democracia funciona, o voto é uma arma que expressa a vontade do Povo. Se ganharem os outros já é contraproducente.

E que teremos de fazer para agradar a vossa excelência? Mudar de Povo ou de políticos que desbaratam o poder de que dispõem, empurrando-nos para fora da tal dita matriz?

Alternativa?

Alternativa? Mas qual alternativa?

Quanto muito alternância.

E entre Sócrates e Ferreira Leite venha o diabo e escolha porque eu não sou capaz. Mas lá que vou "botar", ah isso vou!

Os Ingovernáveis?

No rescaldo das eleições europeias apercebi-me que algumas pessoas tentavam extrapolar estes resultados para as legislativas. Pareceu-me, por exemplo, que Marcelo R. Sousa e António Vitorino, na emissão do 1º canal da RTP, estariam de acordo em que esta situação poderia trazer ao País alguma ingovernabilidade. Coisa parecida terá dito Vital Moreira, conforme se pode ler aqui, de acordo com o que vem escrito no jornal”i”.

Pois a mim não me parece que sejamos ingovernáveis. Um povo que suporta tantas “diabruras”, como as que passo a enumerar, sem se revoltar, e vai às urnas, serenamente, é ingovernável? Não, não é! De todo!

Claro que não serei exaustivo, nem pouco mais ou menos, e quem quiser ajudar estará à vontade para o fazer nos comentários. Aqui vai:

- acumulação da função de deputado com actividades privadas, conforme já foi referenciado diversas vezes e poderá ser lido com clareza neste post de Ana Gomes;


- a mudança da lei dos financiamnetos dos partidos;

- a existência do cargo de Governador Banco de Portugal com o 3º maior salário mundial para esta função;

- o apregoar de que se devem baixar os salários para combater a crise e afinal vai-se a ver e, quem o fez, além de reforma ainda é nomeado para a EDP renováveis;

- viver com leis mal feitas, por conterem erros, segundo a opinião do próprio PGR;

- haver quem defende públicamente que os deputados não deviam trabalhar à sexta feira, para poderem ir "ganhar a vida", pois recebem pouco;

- ter um ex-Presidente da República, que, honestamente e coerentemente com a atitude que sempre apresentou, recusa um milhão de euros de retroactivos porque a lei foi alterada para, eventualmente, permitir o acumular de reformas e salários;


- tapar, com dinheiros públicos ou da CGD, o buraco no BPN que já vai em cerca de 2 500 000 000 € e onde até obras de arte estão desaparecidas, quando, antes, nunca havia dinheiro para nada;

- os casos Isaltinos, Felgueiras, Ferreiras Torres e quejandos;

- um processo judicial, envolvendo menores da Casa Pia, que já vai em perto de 6 anos e ainda não sabemos quando acaba;


- incêndios todos os anos, em que ardem as florestas e o mato volta a crescer, sem serem tomadas decisões que evitem essa desgraça e perda de riqueza nacional;

- uma barragem que fica a meio e custou 20 milhões porque há umas gravuras que quase ninguém lá vai ver;

- o sentido e a graduabilidade da justiça que leva a tribunal a senhora que levou um desodorizante de um supermercado e o homem que roubou duas galinhas mas considera ininputáveis menores de 16 anos que assaltam carros, multibancos, casas, transeuntes, com recurso à agressão e utilização de armas;

- a bonomia e afabilidade com que é tratado Oliveira e Costa quando resolve querer falar, que até diz que gostaria de andar de bicicleta na prisão;

- uma guerra das províncias ultramarinas ou guerra colonial (tanto faz, guerra é guerra, podem crer), por onde passou cerca de um milhão de cidadãos portugueses, havendo dezenas de corpos de militares ali falecidos e abandonados, por não haver dinheiro para os trasladar;

Bom, a lista seria infindável, digo eu, e creio que isto já basta para explicar o meu ponto de vista.

Não, não somos Ingovernáveis!

Somos até muito condescendentes, tolerantes e humildes. Veja-se, em comparação, o que se está a passar com o governo de Gordon Brown, o que sucedeu na Grécia e as greves do ensino superior em França.

A ingovernabilidade só existirá se os deputados não tiverem sentido de Estado e se envolverem em tricas por objectivos como luta por lugares privilegiados, benefícios e prebendas imorais, salários e mordomias injusticáveis, favorecimentos ilegítimos para o nosso nível de vida, coisas que, aliás, os deputados e os políticos, tanto quanto eu saiba, na generalidade, não fazem. Só não percebo muito bem porque não conseguiram ainda substituir o Provedor de Justiça mas foram capazes de se entender sobre a lei do financiamento dos partidos. Mas, se bem compreendi o que disse o Presidente da Assembleia da República, ele próprio também vê alguma estranheza nesta disparidade.

A Experiência

Depois de mais um fantástico almoço domingueiro em casa dos meus pais, no trajecto de regresso a casa, falávamos (os 2 votantes cá da casa) das eleições europeias.

Rapidamente chegámos à conclusão que não confiamos nesta gente, é sempre a mesma coisa, ainda em Novembro/Dezembro resignava-me acerca do trabalho do Governo de Sócrates e elogiava o nosso Primeiro.
Era melhor que os outros e os outros ou não existiam ou pouco ou nada faziam/fizeram.

Depois também ele cai no mesmo, começou um pouco antes com a história da Licenciatura, depois o Freeport que não cheira nada bem com o Charles, o tio e o primo do Karaté, as Offshores e a escritura da casa da mãe que desaparece.
O Sr. Primeiro até pode ser inocente mas até ele?

Epá… políticos deste país… eu não confio em vós.

Ando desiludido, Isaltinos, Rochas, Felgueiras, Judas, Valentins, Narcisos, Loureiros, Constâncios, Avelinos e agora até o Sócrates, tudo gente inocente.

Não confio.

Por causa disso e porque nunca votei em branco (ainda não consegui votar em branco) no Domingo vou votar num dos partidos pequenos.
A Soraia saiu-se com esta “os Grandes não merecem” e eu concordei de imediato e aceito a sua ideia, não conheço os pequenos partidos nem vou dar-me ao trabalho de os conhecer, talvez pela cara, Laurinda Alves talvez, pode não prestar para nada mas vai ser assim o meu protesto.

Faço isto como experiência, se fossem as Legislativas não sei se conseguiria votar assim mas entendo esta eleição como menos perigosa onde o meu eventual erro pode ser admissível e vai ser assim que vou votar.
Serve de experiência.

Ou melhor - prognósticos só no fim do jogo, talvez fosse ainda mais adequado para título desta "posta".

Nesta notícia se poderá ler que, na opinião do entrevistado, é tardia a renúncia ao cargo de conselheiro mas também se pode ver que, ontem, se recusava a falar do assunto porque ainda não era oficial.

Portanto, só se deve falar do que é oficial, não vá o diabo tecê-las. Estamos bem, quando nos auto-limitamos até este ponto.

Perguntas difíceis

Nas minhas deambulações aí pela net encontrei uma pergunta difícil, colocada por José Medeiros Ferreira. Para mim, a resposta é não, mas como os desígnios dos presidentes são insondáveis....quem sabe o que nos espera?

Como disse....? (2)

De facto, a minha "espantação" é ilimitada.

Então não é que, no respaldo das notícias do vídeo, li aqui que a direcção regional está a ponderar a instauração de um processo disciplinar a quem....???? Ao conselho executivo do agrupamento. Boa, foram eles que espetaram com o filme dos meninos na TV!

Como disse...?

A lei é para cumprir, são as palavras de quem tem poder.

E a apresentação deste vídeo ,num tempo de antena de um partido político é cumprir a lei?

"A majestosa igualdade das leis é tanta que proíbe quer o rico quer o pobre de dormir sob as pontes, de mendigar nas ruas e de roubar pão."(Anatole France)

Gostei

O novo cartaz do PSD leva-me a duvidar:

- olhando assim de repente a imagem de fundo (escrevi de fundo e não defunto) lembra-me um quadro de giz, quererão Manuela Ferreira Leite e o PSD piscar o olho aos professores que ao que parece andam descontentes?
- ainda não percebi bem se será este o cartaz para as eleições europeias;
sendo a líder do PSD uma economista poderá muito bem ser um cartaz único, servirá para as eleições europeias e para as eleições legislativas, poupa assim alguns euros e também poupa os portugueses de terem que levar com Paulo Rangel também em outdoors.
- "Política de Verdade"
ainda existe ou alguma vez existiu?
já sei... já sei... se não estás contente faz por isso mas quem me define política de verdade s.f.f.?
- também não deu para perceber se o cartaz foi mal colado ou se serão mesmo rugas.
a piada não é original mas não resisti.






Os ciclistas

Há já três ou quatro noites que durmo mal, preocupado com um dilema que não consigo resolver e, por isso, quero partilhá-lo convosco. Mais ainda, peço, encarecidamente, a vossa colaboração no sentido de encontrarem uma resposta para este problema de forma a evitarem que eu passe a tomar valiuns para dormir.

Então, é assim:

Assisti, com atenção, à entrevista do primeiro-ministro na TV. A certa altura ouvi-lhe a seguinte frase - "Em política cada um pedala a sua bicicleta".

Muito bem!

Mas daí nasceu o dilema que me provoca insónias! Então por que é que a assembleia da república precisou de gastar um milhão de euros a comprar BMW's topo de gama?

E os outros também estão? Não sei, mas isto, agora, já começa a ser a sério. Veja-se o que diz aqui Loureiro dos Santos, quando refere, conforme a notícia do Público menciona:

"Temos de ter algumas garantias que as nossas forças de segurança têm condições materiais e morais de mobilização e motivação suficiente para garantir a lei e a ordem no país".

Mas esta chamada de atenção é feita no contexto de eventuais convulsões sociais que se presumem possam vir a suceder como resultado da crise económica.

E então para aqueles que, em Portugal, criaram situações que levaram ao descalabro financeiro nomeadamente nos casos da Banca, para esses não é preciso cumprir a lei e a ordem? É só quando o Zé Povo começa a pôr a boca no trombone é que aparecem estes toques de alvorada?

Não resisto a transcrever uma quadra de um semi-analfabeto algarvio:


Vós que do alto do vosso império,
prometeis um mundo novo
cuidai que pode o Povo
querer um mundo novo a sério
...
António Aleixo