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Em Portugal!

Este é o meu País mas eu não estou feliz.

Não estou feliz porque há notícias de crianças que vão para a Escola e passam frio, mas têm magalhãesinhos; empresas em lay-off, mas os lucros aumentaram; greves previstas em hipermercados contra a possibilidade da criação de horários semanais de 60 horas, mas em Portugal a escravatura foi extinta; há falta de médicos, mas quando se aumentam as vagas em medicina há um bastonário a dizer que se está a promover o desemprego da profissão a médio prazo.

Sei que poderia continuar a dar exemplos de contrastes que não deveriam existir, mas não quero. Quero mesmo é ser feliz! Em Portugal.

Lá volto eu à eficácia das regras dos anglo-saxónicos, pelo menos no campo desportivo. E, se calhar, nos outros também....



No primeiro postal, com este mesmo título, referi o caso de Serena Williams ter tido um comportamento incorrecto num jogo e ter sofrido uma punição que a levou à derrota.



Pois o filme não acabou ali, e, agora, veio a continuação. Apanhou uma multa de 55 000€ a pagar já e, durante dois anos, terá uma multa suspensa de 115 000 € acrescidos da proibição de participar no Open dos USA, se reincidir em maus comportamentos. Lindo, conforme se pode ler aqui!



E façamos as devidas comparações connosco, com o nosso País, onde já vamos em 5autoestradas5 cujos contratos não foram validados pelo Tribunal de Contas, a quem compete dar um visto prévio.



Prévio? Mas o que é isso de prévio? As estradas não estavam todas já a ser feitas? E alguém apanhou multas? Isso parece que não, mas já li um artigo em que um senhor, ligado às construtoras, vem dizer que se as obras paravam teriam de ser indemnizados pelo Estado. Ou seja, não fazem a obra e recebem, depois de assinar um contrato que deveria ter, PRÉVIAMENTE, visto do Tribunal de Contas.

Olha, não sei que vos diga, mas não direi, como a Teresa, que estou a pensar mudar-me...



AMIZADE


Mais um bonito texto de Fernando Pessoa.

Espero que gostem.


"Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim...do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.

Hoje não tenho mais tanta certeza disso.

Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.

Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...

Aí os dias vão passar, meses...anos...até esse contacto se tornar cada vez mais raro.

Vamo-nos perder no tempo...

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:

-"Quem são aquelas pessoas?"

Diremos... que eram nossos amigos e....isso vai doer tanto!

"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"

A saudade vai apertar bem dentro do peito.

Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto....reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.

E, entre lágrimas abraçar-nos-emos.

Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"


Fernando Pessoa


Como tudo que vale a pena na vida a amizade dá trabalho.
Let's keep up the good work.
Bom fim-de-semana.
t4

FRASE DO DIA

"Hoje em dia se não estás confuso é porque não estás a pensar com clareza."

Autor desconhecido

Isto, claro, a propósito das declarações do nosso Presidente.
Se gostavam de ficar mais esclarecidos vejam o programa dos Gato Fedorento ( Santana Lopes parte 1) no YouTube.

FRASE DO DIA

"O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar com mais inteligência."

Henry Ford

Traumas

Sabendo que os traumas da colonização portuguesa estão ainda bem presentes nos “nossos” países africanos, nas pessoas que lá viveram e nas que lá ficaram, é Moçambique pelas razões óbvias e conhecidas que me faz parar muitas vezes para pensar sobre tudo e mais alguma coisa.

Deixo-me ir em pensamentos e tentativas de chegar a conclusões que servem para tudo, para preencher a minha mente, para distrair-me, para encurtar os mais de 7.000km de distância, para convencer-me que mais tarde ou mais cedo vou mesmo lá parar.

Neste momento considero-me limpo ou purgado da parte que me tocava desses traumas, a viagem feita em Junho do ano passado serviu quase sem que me apercebesse também para isso, estou livre da carga negativa das imensas e boas histórias vindas de todos os lados, livre das histórias ouvidas durante anos e anos acerca da injustiça da descolonização ou dos bens perdidos.
A fúria colou-se nos bens perdidos mas para mim o pior de tudo foi a grossa fatia cortada à vida das pessoas que eram felizes… eram realmente felizes.
Apesar de me considerar limpo desses traumas e motivado em parte por esta notícia que na realidade deixou-me muito triste e chateado ocupei-me agora a divagar, em jeito de vingança, pelos traumas dos Moçambicanos do lado de lá, dos que actualmente lá vivem, dos nomes das ruas e da designação dos partidos políticos.
Sem qualquer ponta de presunção gostava de ver Moçambique dar mais um passo em frente e exemplar perante os restantes países vizinhos isto porque considero que actualmente não faz qualquer sentido manter-se a designação dos 2 principais partidos.
Porque não mudar?

Frelimo – Frente de Libertação de Moçambique… frente de libertação do quê?
Renamo – Resistência Nacional Moçambicana… resistência nacional a quê?

Não estará na altura de virar a página?
O que me deixou triste e chateado na tal notícia e porque sempre fui português mas sem nunca renegar Moçambique, daqueles que até está a pensar em pedir a dupla nacionalidade só mesmo para fazer sorrir o meu coração, foi esta frase:
... a Comissão Municipal de Toponímia da Cidade de Maputo deliberou no ano findo a substituição de todos os topónimos acima descritos na cidade de Maputo.
Aliás, no entender da Directora Municipal Adjunta do Planeamento Urbano, Teresa Chissequere, a substituição justifica-se pelo facto de que “as personalidades portuguesas não deram nenhum contributo ao país”.
E mais esta:
... esta substituição visa responder a um dispositivo da valorização da cultura moçambicana e do bem comum do seu povo, pelo que “ a toponímia herdada do tempo colonial remete-nos às mazelas da opressão do nosso povo”.

Do que sempre soube foi que em 1975 tudo o que em Moçambique tinha algum cheirinho a Portugal foi alterado facto esse que até considero perfeitamente normal no contexto da época.
O que já não acho nada normal é a ainda necessidade em "pegar" nisso para justificar o que quer que seja, Moçambique faz e fará o que bem entender de si próprio, eu só quero é que evolua, cresça, progrida e que todos lá vivam melhor.

Se em 1975 "limparam" quase tudo o que cheirava a Portugal em 2009, 34 anos depois, creio que pouco haverá para "limpar".
Se em 1975 os nomes de Mouzinho de Albuquerque, António Enes, Massano de Amorim, Manuel de Arriaga, Miguel Bombarda, Craveiro Lopes, só para citar alguns com maior destaque na cidade das acácias nada diziam a Moçambique pelas razões que bem entendi no seu devido contexto pergunto o que contribuíram ou o que continuam a representar:

Ho Shi Min?
Karl Marx?
Vladimir Lenine?
Salvador Allende?
Friedrich Engels?
Olof Palme?
Kim Il Sung?
Mao Tse Tung?
Ou o que contribuíram para além de eventualmente algures na década de 60 e no início de 70 terem apoiado a resistência ou a causa:
Patrice Lumumba?
Julius Nyerere?
Ahmed Sekou Touré?
Mohamed Siad Barre?
Marien Ngouabi?
Kwame Nkrumah?
Kenneth Kaunda?
Dar-Es-Salam?
Todas estas personalidades (e uma cidade) dominam as principais ruas e avenidas de Maputo, e Maputo para mim representa Moçambique no mundo, quer-se valorizar a cultura moçambicana mas exceptuando Eduardo Mondlane que rua ou avenida principal honra outra personalidade moçambicana?
Eusébio ou Mário Coluna serão para muitos traidores, Mia Couto, Malangatana ou Maria de Lurdes Mutola nada representam?

Av./Rua de Portugal não encontrei no mapa de Maputo, Rua de França, Av. de Angola ou do Zimbábue sim encontrei.

Confundir políticos ou gente com poder em Moçambique e perguntar porque continuam a renegar Portugal é quase crime, o que se sente no verdadeiro povo não é isso, eu próprio não senti isso no povo em relação a Portugal, só que dói.

Esses políticos e gente de poder serão talvez os mesmos que pedem a Portugal o perdão da dívida.

Pensamento do dia

Nos tempos que correm estes pensamentos encaixam na perfeição.

Adversidade,
o pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.

William George Ward
O futuro

O futuro tem muitos nomes.
Para os fracos, é o inatingível. Para os temerosos, o desconhecido. Para os valentes, é a oportunidade.

Victor Hugo

Hoje, Sarkozi e o seu governo estão de novo com uma greve nacional em mãos. No dia 29 de Janeiro já tinha havido outra, com uma participação que terá rondado o milhão e meio de grevistas e da qual resultaram melhorias para a população mais carenciada, com o Estado francês a ter de dispender cerca de 2,6 mil milhões de € com essas medidas.

Agora, os sindicatos e promotores da greve querem novas decisões que vão no sentido de minorar os efeitos da crise nas famílias. É pá, não querem lá ver que andamos a exportar campanhas negras e manipulações para França...

Reflexões

Ele, Jean Racine disse

"Quanto mais gosto de quem me ofende, mais sinto a ofensa."

"Os mais infelizes são os que menos ousam chorar."

"O vício, tal como a virtude, cresce em passos pequenos."

Quem é este Sr?
Foi um escritor e dramaturgo francês(1639-1699).

Pensamento do dia

"Estamos no caminho do êxito quando compreendemos que o fracasso não passa de um desvio."

W.G.Milner Jr.

Pensamento do dia

No outro dia enviaram-me este pensamento que achei bastante actual.
Parece mentira mas Karl Marx continua actualizadíssimo.
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado" Karl Marx, in Das Kapital, 1867

Pensamento do dia


A propósito...ou talvez não...eu acho que é talvez sim

"As leis são como as teias de aranha que apanham os pequenos insetos e são rasgadas pelos grandes." (Sólon)

Pensamentos

A propósito...ou talvez não...

“É natural que as crianças mintam. Ao fazê-lo, mais não fazem do que imitar os adultos”.
Segismund Freud.

Pensamento do dia

A propósito...ou talvez não...


"Podes enganar toda a gente pouco tempo,
podes até enganar pouca gente muito tempo,
mas não poderás enganar toda a gente todo o tempo".


Abraham Lincoln

Que será feito do "Monstro"?

Andava por aí pela blogosfera quando dou de caras com este texto no Sinusite Crónica que aqui reproduzo com a devida autorização do seu autor Pedro Marques Lopes.
...
Gosto de alcunhas. Sou até daqueles tipos que gostam que o tratem pela alcunha.
Percebo, porém, que há umas quantas pessoas que não apreciam especialmente as suas.
Aquelas clássicas tipo “vidrinhos”, “orelhas” ou “badocha” e que, tipicamente, são dos tempos da escola primária têm uma duração normalmente limitada e, na maioria das vezes, só são lembradas quando muitos anos passados encontramos o cidadão e, não conseguindo nós lembrar o seu nome, são nos rememoriadas pelo próprio. Nada de mais.
As piores são aquelas mais tardias, de liceu ou inicio de faculdade. Essas pegam-se que nem sarna. E quanto mais venenosas, pior.
Imagine o cidadão o meu problema. Sou rapaz de memória limitada e com uma tendência para, repito, gostar de alcunhas. A idade vai passando, vamos perdendo o contacto com muitas das pessoas com que nos fomos dando e, de repente, a descer o Chiado, encontro o “Baldinho” (diminutivo de baldinho de merda), muito bem arreado de fatinho Rosa & Teixeira acompanhado de um senhor também muito bem posto. Que lhe digo eu? Então ó Baldinho?
E que posso fazer se encontro a minha velha amiga “Macinstosh” (homenageada em função dum acto sexual que muito apreciava e que rimava com o nome de um computador) com os seus três filhos e o seu sisudo marido? Hum?
Não é por mal. Tratá-los pelos nomes do Bilhete de Identidade seria como chamar elefante a um gafanhoto.
Prefiro mil vezes fingir que não os vejo do que fazer aquela típica cena ridícula que é dar um abraço meio forçado e lhes perguntar ao ouvido: “Ó Chichi, como é que te chamas agora?”
...

Tomou posse o homem que passará a ser um dos mais poderosos do Mundo. E, com a sua atitude, o seu envolvimento, a sinceridade que aparenta, a capacidade retórica e, acima de tudo, com a sensibilidade que tem para os problemas do cidadão comum, conseguiu criar uma nuvem de sonho nos Estados Unidos, suportada por cerca de 70 % dos seus concidadãos. E, porque não dizê-lo, por muitos seres humanos em todo o planeta que acreditam, querem acreditar, que tudo vai ser melhor com este Presidente.

Logicamente que o seu novo estilo de fazer política, face ao sucesso que apresentou, vai ser copiado e utilizado também por muitos políticos nas suas campanhas eleitorais.

Em Portugal já ouvimos falar em “Mudança” palavra chave de Obama (Change, Yes we can). E também ouvimos dizer que “vamos baixar os impostos da classe média”, o que vai no mesmo sentido da conversa de Joe “the plumber” com Obama, em que este lhe terá dito que se ele ganhava menos de 250 000 dls anuais poderia ficar descansado que os impostos não se alteravam.

E numa coisa tão simples se vê a diferença entre o original e a cópia – um assume-se claramente com um número definitivo - outro refugia-se em duas palavras lodosas – classe média. Mas o que é isso da classe média? Eu ganho 10 000 € anuais sou classe média? E eu, com 30 000 € também sou? Ou eu com 100 000 € o que acham? Quando e quem nos vai dizer o que é isso da classe média para baixar os impostos?

Também em Portugal, na minha geração, se viveu este tipo de sonho, de euforia solidária, de liberdade e de capacidade de erguermos uma Nação num esforço conjunto. Já lá vão quase 35 anos e posso garantir que foi lindo. Um sonho mesmo porque todos acreditámos na generosidade do Homem. Infelizmente não durou muito tempo. A ganância, a avidez pelo poder e pelos bens materiais destruíram-no rapidamente. E, neste momento, talvez sejamos o País da Europa com o maior fosso entre ricos e pobres o que, pessoalmente, me deixa envergonhado porque considero que o povo, ao qual pertenço, não conseguiu agir de modo a obrigar à correcção dessas injustiças sociais e deixou resvalar para a pobreza um número muito elevado dos seus concidadãos

Portanto, deixem-nos viver este novo sonho de que o Mundo vai mudar para melhor e para todos ou quase todos. E esperemos não acordar amanhã e saber que Obama aumentou, lá na terra dele, o IVA para 21 % com a justificação de que não sabia que isto estava assim tão mal. Não é por nada, mas eu gosto de sonhar, e ter esperança nas pessoas ainda faz parte dos meus anseios. Mesmo que tenha de ser alguém que pouco ou nada tenha a ver com o meu País.

Riscos e rabiscos

Estamos então em época de riscos.

Disse ela: Eu cá risco o TGV.

Disse ele: Eu risco o Mundial de futebol de 2018.

Digo eu, num rabisco: Mas um, o Mundial, dá lucro ao País, os estádios já estão feitos e só vai acontecer daqui a 9 anos. O outro, o combóio, é para breve, a tecnologia é importada, os Alfa pendulares que existem não estão explorados até ao limite e ainda não me explicaram qual a vantagem do TGV.

Digam-me então porque é que o que dá lucro (de acordo com as vozes correntes) não presta e o outro, que tem muitas características de elefante branco, é óptimo. Sou todo ouvidos!

Quem pagou o táxi?

"Sendo a velocidade da luz superior à velocidade do som, é perfeitamente normal que algumas pessoas pareçam brilhantes até abrirem a boca."
Autor desconhecido

Agora compreendo porque o homem não falou. Mas o que me irrita profundamente é que foi arejar até S. Bento, levou companhia, fez esperar cerca de uma hora pessoas que poderiam estar a fazer o seu trabalho normal e, ainda por cima, não pagou o táxi. Mais uma vez saiu do bolso de todos nós.

Então não podiam telefonar-lhe para os seus aposentos e perguntar:
“V. Exª fala ou fica calado?”. Saíria bem mais em conta e não tinham de estar à espera de nada que é uma coisa que, a mim, me causa urticária. Ainda mais quando estou a pagar.

Pensamento do dia

"Jamais haverá Ano Novo,
se continuar a copiar os erros dos Anos Velhos"

Luís de Camões