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Calem-se!!!!

Estou farto desta conversa, a atirar com poeira para os olhos do Zé.

Que eu saiba, digo doutro modo, em minha opinião, um orçamento é um plano, um projecto, uma previsão feita de modo auto responsável, ou seja:

Se o Rui faz o orçamento anual para a sua casa não vai pedir ao João para o avalizar. Quando muito pede uma opinião, uma sugestão e depois faz o que lhe parece certo. Mas a responsabilidade do documento é do Rui assim como a sua execução. Até porque o Rui não quer, nem por sombras, que seja o João a mandar na casa dele, Rui.

Portanto, o governo que faça o seu trabalho, apresente o orçamento, e deixe-se de andar a fingir que não o deixam trabalhar. O PSD, se tiver que falar, que fale depois de ver o que vai ser apresentado e deixe de andar a pôr-se em bicos dos pés para mostrar que é importante. Possívelmente, a execução dos PEC's em que "alinhou" já deu para perceber que não lhe fizeram a vontade, para não dizer que foi "santinho". Pois....na verdade os impostos aumentaram e a despesa também...E não era isso que diziam que ia suceder. A despesa iria baixar, era o que se falava, para o Zé entender e comer!

É evidente que temos de olhar para a frente e, por isso, venha o orçamento, pois neste momento nem sequer se pode dissolver a Assembleia.

Mas também temos de olhar para trás e perguntar:

"Quem é que nos levou para esta situação pueril (em minha opinião) de gastar MUITO mais do que aquilo que temos? E nomear os responsáveis!

Sim, neste momento, pelo que leio, Portugal deve ao estrangeiro cerca de 244% (duzentos e quarenta e quatro) do PIB, entre dívidas do Estado e dos Privados. E continuam a existir diferenças sociais abissais.

3 Comments:

  1. João Paulo Santos said...
    Muito bem... é que é isso mesmo.
    João Banderas Nogueira said...
    Não posso concordar com o segundo parágrafo, dentro do contexto do resto do artigo.É certo que o orçamento da casa do Rui deve ser feito pelo mesmo e, pelo menos, deve ser auscultado quem contribui para a verba que vai ser orçamentada.Não deve ser considerada uma "obrigação" a anuência do João. Tal como no orçamento da casa do João não deve ser necessária a sugestão e, muito menos, a aprovação de outros. Cada um manda na sua.A grande diferença entre estes dois tipos de orçamento é que se a coisa "corre mal" nos orçamentos domésticos são só o(s) seus autores e dependentes que são prejudicados, neste caso Rui e João. Se o orçamento de estado "corre mal" quem se lixa é uma data de gente que, na sua maioria (pelo menos foi isso que nos provou a contagem dos votos das últimas eleições) nem nomearam quem está a elaborar o referido documento. O resto está bem.
    R de Rui said...
    Então estamos os dois de acordo quanto à responsabilidade pela elaboração e execução do orçamento. Agora vejamos: esta necessidade de colaboração só existe quando não há maioria absoluta parlamentar. E, neste caso, normalmente, o orçamento apenas é aprovado com os votos favoráveis do partido maioritário.

    É verdade que se um orçamento doméstico corre mal quem se lixa é a família, mas se um Orçamento de Estado dá para o torto é um País que se sente incomodado. Mas não todos os indivíduos, como se pode ver pelos escandalosos enriquecimentos ilegítimos a que temos vindo a assistir! E o que tem vindo a suceder nos últimos 36 anos? Conseguimos, conseguiram os maravilhosos dirigentes e tecnocratas que temos tido acumular o fabuloso défice externo de 244% do PIB. Nem os meus netos vão acabar de pagar esta dívida. Vai sobrar para os bisnetos!

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