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Experiência

Bem, cá vou eu iniciar a minha vida de "blogger". Aproveito para lançar um repto aos autores.....relatarem histórias, pessoais ou profissionais, que tenham vivido e que sejam divertidas.
Então foi assim (para quem ainda não conhece):
Dezembro de 1996. Tinha iniciado a minha carreira de médico veterinário há uns meses e fazia essencialmente domicílios.. no Natal desse ano recebi uma chamada para ir observar um cão e o meu irmão Pedro acompanhou-me. Quando chegámos ao destino, foi-nos apresentado o paciente, o Fofinho, 5 Kg de cão... um verdadeiro crocodilo. Pior ainda, era ele que mandava lá em casa. Depois da história clínica, do exame fisico e do diagnóstico estabelecido, o Fofinho necessitava duma injecção. Entretanto, fugiu para baixo de um móvel e os donos, aflitos, garantiam que dali ninguém o conseguia tirar. De facto, de cada vez que olhávamos para ele, só se viam dentes. Depois de algumas artimanhas e sem ninguém, incluindo ele, se magoar, lá consegui demovê-lo a sair. No entanto, eu agarrava-o com uma mão e, para preparar a medicação, necessitava das duas. Tive então uma brilhante ideia. Solicitei a colaboração do meu, também fofinho, irmão.
- Pedro, disse-lhe, vais agarrá-lo com uma mão na base de cada orelha.
Ele lá deve ter pensado que era uma bola de basket que os americanos lha queriam tirar, porque a verdade é que nunca o largou. Nesta altura, os donos já diziam pronto, pronto, nós depois vamos ao vosso consultório....Após a medicação, despedimo-nos com a expectativa de nunca mais nos voltarmos a ver. Contudo, dez anos depois, entra no consultório um casal, com um cão, chamado Fofinho. A consulta inicia-se com uma confidência. Sabe Sr. Dr., o meu cão era muito bonzinho até que dois irmãos veterinários lá foram a casa......
Nuno Nazário

8 Comments:

  1. R de Rui said...
    Ai, ai, ai, estes irmãos veterinários...traumatizaram psicológicamente o crocodilo que mandava em casa de quem lhe dava de comer. Conheço mais alguns cachorros assim e que acabam a morder a mão que lhe chega a comida.

    Mais grave é quando mordem desenfreadamente crianças ou adultos que têm o azar de lhes passar perto.

    Já agora, Nuno, a história está bem contada! Podem vir mais!
    João Paulo Santos said...
    Nuno méne já cá estás!
    Hehehe...já conhecia a história... mas é sempre bom recordar.
    Da primeira vez que a ouvi parti-me todo... esses irmãos... estou mesmo a ver as manápulas do teu irmão a agarrar nas orelhas do animal/crocodilo/cão!

    E já agora... usufruindo dos teus saberes faço-te uma pergunta... achas que o meu tio-avô safa-se?
    Teresa Marçal said...
    Fartei-me de rir! Os irmãos veterinários são danados! Mas olha que os donos do Fofinho também não são muito certos! Então não se lembravam do malvado que lhes traumatizou o Fofinho??!!
    Rui Pedro Nazário said...
    Pois o Fofinho, esse grande crocodile, até parecia que ia para a matança do porco. O pequerrucho só mexia os olhitos...não brincas, na minha primeira consulta ia ser mordido não? Eu só ia ver a bola.
    André Nazário said...
    Eu também acompanhei o meu irmão em algumas consultas e mesmo pequenas cirurgias. Especializei-me em castrar gatos, num ano cheguei a fazer mais de duas castrações. Na altura pensei em fazer desta arte profissão, castrador ao domicílio, “ganda” pinta. Mas os bichaninhos arranham… o melhor é escrever um livro, uma coisa prática, do estilo “Castrar gatos para Totós.”
    Revelo aqui em exclusivo para o blog da pastilha algumas dicas de um método caseiro que não tive tempo de aplicar.
    Material necessário:
    Uma aguardente velha com mais de 40% de teor alcoólico, um litro de leite meio gordo, amendoins bem salgados, uma naifa bem afiada e bem lavada (com aqueles detergentes mais caros e concentrados), um alicate de pontas, um Guronsan.
    A anestesia:
    Servir ao bichaninho, misturado em partes iguais, uma taça de leite meio gordo com aguardente velha. Pode dar-se o caso do bicho não ter sede, nesse caso, os amendoins salgados são infalíveis.
    Depois da taça virada, o gato deverá começar a cambalear, a miar desalmadamente e a bater com a cabeça nas paredes até cair para o lado.
    Procedimento:
    Colocar o bicho de pernas para o ar, pegar no saquinho das bolas, soprar durante alguns segundos para afastar os micróbios, fazer uma pequena incisão, com a naifa afiada e lavada, e apertar o saco como quem espreme um limão.
    Eis que surgem duas bolinhas que se assemelham a lichies descascados.
    Com o alicate de pontas, prender os fios que ligam os testículos ao bicho e rodar no sentido contrario aos ponteiros do relógio até que estes se partam.
    E já está! Agora resta guardar as bolas num frasco para mostrar aos amigos quando estes forem lá a casa ou então, levar a um restaurante chinês para pregar uma partidinha na hora da sobremesa.
    Pós-operatório:
    A ressaca é chata, parece que causa náuseas, dores de cabeça, um mau estar geral… Já basta o bichano acordar sem tomates e a miar fininho, vamos poupá-lo à ressaca, dando-lhe um Guronsan com leitinho.
    Anónimo said...
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